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Maria não salva, quem salva é Jesus. Padre afirma isso e causa revolta.




Padre em pleno casamento fala a verdade e causa polêmica entre católicos

Durante a celebração de um casamento no Tocantins, o padre Aderso Alves dos Santos, conhecido como o padre da galera, na Paróquia Bom Jesus da Serra, trouxe uma mensagem muito sábia

Durante a celebração de um casamento no Tocantins, o padre Aderso Alves dos Santos, conhecido como o padre da galera, na Paróquia Bom Jesus da Serra, trouxe uma mensagem muito sábia, mas que causou muita polêmica para algumas pessoas da Igreja Católica.
Muitos que estavam no casamento elogiaram o sermão do padre e disseram que tudo que ele falou é apenas a verdade, entretanto alguns católicos não se agradaram com o que o padre disse. Isso, pelo fato que alguns acreditam que Maria tem poder para salvar e ela deve ser adorada, e estes se manifestaram nas redes sociais indignados com o conteúdo do sermão do padre.
A repercussão foi tanta que alguns fieis, mais indignados, usaram as redes sociais para pedir a exclusão do padre da Igreja Católica, porém muitos entenderam que ele falou a verdade e por isso o padre não precisaria ser punido por um sermão tão sábio.
Não é a primeira vez que o padre está no meio de uma confusão, em 2013 ele se envolveu em uma polêmica ao ponto de o Arcebispo ter que transferir o padre de cidade, porém muitas pessoas manifestaram nas ruas para manter o padre na mesma cidade, e então o arcebispo resolveu atender o clamor popular e deixou o padre Aderso em Palmas.
Assista ao vídeo abaixo:

Cabala – A face esotérica do judaísmo


Cabala – A face esotérica do judaísmo



Por Eguinaldo Hélio de Souza


“As coisas encobertas são para o SENHOR, nosso Deus; porém as reveladas são para nós e para nossos filhos, para sempre, para cumprirmos todas as palavras desta lei” (Dt 29.29)


A adesão da munidialmente famosa cantora pop Madonna, chamou a atenção do mundo para um aspecto do judaísmo pouco comentado – a Cabala. Sua adesão ao misticismo judaico parece ter sido bastante radical, a ponto dela adotar um nome hebraico – Ester – e fazer constantes viagens a Israel, além de se recusar a realizar shows nas sextas feiras à noite. Suas atitudes religiosas tem chamado tanto ou mais atenção quanto seu comportamento escandaloso em épocas anteriores. Agora ela amarra um fio vermelho de lá com sete nós, uma espécie de amuleto que “protege contra a inveja e o mau olhado”, segundo a crença.
A mudança de nome está profundamente relacionado com a Cabala, cujas crenças envolvem muita numerologia e o valor númerico dos nomes é de extrema importância. Seguindo os ensinamentos de Yehuda, mestre cabalístico da cantora, Madonna afirma que quer se livrar da energia negativa que teria acompanhado o nome de batismo dela: Louise Veronica.
Além dela, outras celebridades de Beverly Hills, o bairro dos ricos e famosos, tem se dobrado ao secular ocultismo judaico e podem ser vistos arrastando a tal fita vermelha. A atriz Winona Ryder, o jogador de futebol David Beckham e a mulher dele, a ex-Spice Girl, Victoria. A cantora Britney Spears tatuou no pescoço o símbolo cabalístico para a cura.
Embora este tipo de ocultismo seja comum entre os judeus há mais de mil anos, sempre permaneceu à margem da religião oficial e sempre foi visto com desconfiança pelos mais ortodoxos. Se todavia está prática “está em moda”, é porque toda forma de ocultismo também está. Entra no mesmo cesto dos demais ramos do misticismo, como a teosofia e seus derivados. O site esotérico “Astrosirius” descreveu muito bem este relacionamento entre Cabala e Nova Era de forma muito clara:
O estudo da Cabala era até os anos 70 reservado a alguns poucos iniciados, especialmente aos rabinos judeus. Mas os ventos da nova era de Aquário abrem as portas para que os conhecimentos ocultos possam ser mais acessíveis a todos aqueles que desejam se desenvolver espiritualmente, conhecendo a sua finalidade no planeta Terra.
Literalmente, Cabala significa apenas “tradição”. O termo é utilizado desde o 13º século da era Cristã. Sempre assumiu um aspecto de doutrina secreta, porque era estudada por um número bem seleto de “iniciados”. Embora seus adeptos gostem de atribuir suas origens aos tempos primitivos, como procedendo de Adão e Abraão, os primeiros a esboçar seus ensinos, pertencem ao segundo século depois de Cristo, como os rabinos Ismael bem Elisa; Nechunjah bem Hakana e Simeon bem Yohai. A este último se atribui a autoria do principal livro da Cabala – o Zohar, embora isto não seja definitivamente verdade (A Cabala, Dr. Erich Bischoff, Editora Campos, 1992).
Os estudiosos do judaísmo consideram como o verdadeiro autor, o rabino medieval espanhol, Moisés de Leon (1250 - 1305), místico e cabalista. O Zohar (Esplendor) é um comentário esotérico do Pentateuco (A História do Povo de Israel, Abba Eban, Bloch Editores, 1982).


Uma pequena história da Cabala



Podemos dividir a história da Cabala em 5 períodos, como segue abaixo:
1. De seu início até o surgimento do Sefer Yetsirah (Livro da Criação) – As origens da Cabala são bastante incertas. As primeiras manifestações de um tipo de gnosticismo rabínico remonta ao segundo século da Era Cristã. Estava relacionado ao que era denominado Merkabah, ou o trono de Deus descrito em Ezequiel 1. A contemplação da visão do trono foi constantemente incentivada e o texto de Cantares 6.11 “Desci ao jardim das nogueira” foi interpretado alegoricamente como sendo esta contemplação. Esta prática era constantemente descrita como uma jornada através de planetas-anjos hostis, como a ajuda de selos mágicos. O movimento espalhou-se pela Babilônia, atingindo também regiões distantes como Itália e Alemanha.
2. Seu desenvolvimento sob o período Sefer Yetsirah (Livro da Criação) que durou do século X ao século XIII – Já no século III surge o livro que viria a influenciar a Cabala até o século XIII. O Sefer Yetsirah ou Livro da Criação foi atribuído a Abraão, como era comum neste tipo de literatura. O livro se utiliza de um forte simbolismo relacionado a letras e números. Os números são conectados com as “criaturas viventes” (anjos) de Ezequiel 1. O ponto culminante deste período é o bizarro Sefer Bahir (Livro da Claridade), do século XII. Apresenta forte traços de magia e introduz na Cabala conceitos gnósticos como há-male (pleroma) e nezahim (éons)
3. A consumação da Cabala que vai desde o surgimento do sistema Sephiroth até o final do livro do Zohar, período que vai do final do século XIII ao século XV – Surgem na Europa grandes nomes ligados ao misticismo judaico, que vão dar grande impulso à Cabala. Entre esses nomes se encontra os de Samuel e Juda, cognominados “os Hassids” ou devotos, piedosos. Bem como Eleazar Worms, que pertenciam a famílias que emigraram da Itália para a Alemanha e vinham de uma tradição do misticismo da Merkaba e das ciências ocultas. Mas a principal influência para o desenvolvimento da Cabala vem de Provença e da Espanha. Os líderes judeus espanhois foram Abraham ben Isaac e seu genro Abraham ben David. Também Jacob há-Nazir of Lunel, que escreveu comentários sobre oração e alegava receber revelações do profeta Elias e iniciou novas doutrinas cabalísticas.
Na verdade, a Cabala assume neste período, forte características do neoplantonismo, uma religião pagã criada para combater o cristianismo. A semelhança era tanta que alguns estudiosos disseram que a diferença era apenas dos nomes e não das práticas.
No final deste período de grande produção literária, surge a obra máxima da Cabala – o Sefer há-Zohar ou Livro do Esplendor, que surgem em aproximadamente 1280 d.C. em diante. O corpo literário desta obra inclui: 1) O Zohar propriamente dito; 2) O Tiqqune Zohar, que são discursos sobre as primeiras palavra da Torá (o Pentateuco); 3) O Novo Zohar (Zohar Hadash).
Estes escritos foram atribuídos a Simeão ben Yokai, um celebre mestre da Mishna do segundo século e lendária figura do misticismo judaico. Esta atribuição foi dada por Moisés de Leon de Guadalahara, o qual afirmou que possuía os originais em sua casa, que nunca foram encontrados. Devido a sua morte repentina, a questão da autoria da Cabala se tornou um grande mistério para os eruditos. Mas há uma certa segurança em afirmar que o autor desta obra foi realmente Moisés de Leon.
4. Seu desenvolvimento posterior (Séculos XVI a XVII) – Este período denominado “pós-zoharico”, foi desenvolvido pela obra de Joseph Gikatila, denominada Sha’are Ora (Portões de Luz). Também os trabalhos Pelia (a respeito dos seis primeiros capítulos de Gênesis) e Qana (sobre os dez mandamentos). Houve um grande surto do misticismo judaico, principalmente em decorrência da expulsão dos judeus da Espanha, em 1492).
5. Período de decadência, que vai do século XVII até os dias atuais – Desde então houve um declínio em termos de respeito à Cabala por parte do judaísmo tradicional. Pela maior parte do tempo e pela maioria da religião judaica, passou a ser considerada um pouco mais do mera curiosidade histórica ou tema de pesquisas histórico-literárias. Atualmente a Cabala ganhou notoriedade devido a onda de ocultismo no ocidente, sofrendo modificações que a despem as vezes de seu caráter puramente judaico.


A cabala hoje



O termo “cabala” como é usado por muitos hoje, vai além de seus limites judaicos. Talvez esteja sendo usado principalmente por seu rótulo de “magia branca”, a fim de amenizar o impacto na prática da bruxaria.
Em seus princípios ela abrangia três campos: a metafísica especulativa, que busca explicar o funcionamento do mundo e formular uma compreensão da realidade; a ética ascética que incentiva um afastamento físico do mundo, bem semelhante ao monasticismo; e por fim a mágica-superticiosa, que apresenta as mesmas características dos demais títulos de magia e que emprega os nomes de Deus, de anjos e aplica amplamente um tipo de numerologia.
A ênfase atual que tem popularizado a Cabala é o terceiro destes campos. Havendo caído no domínio não judaico, tem se dado bastante ênfase aos poderes mágicos, à comunicação com anjos e outros aspectos semelhantes. A própria comunidade judaica algumas vezes vê com bons olhos este “despertamento” cabalístico.
Até pouco tempo, o cabalismo, como doutrina peculiar ao judaísmo, era bastante restrito em questão de praticantes. Podia-se encontrar alguns em países como Polônia, Rússia, no Oriente Médio, sendo representado principalmente pelos chamados rabinos milagreiros.


Verdadeiros fundamentos da Cabala

Apesar das constantes referências à Lei e aos Profetas e de alegar estar fundamenta nas Escrituras do Antigo Testamento, a verdade é que a Cabala não fundamenta nesta suas doutrinas e práticas. Trata-se apenas de uma forma da garantir aceitação e credibilidade. Não podemos esquecer que o povo de Israel, em sua dispersão, tinha a Bíblia (Velho Testamento) como pátria. Sempre foi o fundamento de toda a sua cultura e era impossível a um judeu negá-la.
Há uma diferença muito grande em uma aceitação das Escrituras e uma aceitação EXCLUSIVA das Escrituras. Muitas correntes religiosas estão dispostas a reconhecer a autoridades destas se contudo esta autoridade não for a única. Se tiverem que derivar suas práticas e ensinos somente dela, com certeza a rejeitarão. Recusam-se a beber apenas desta fonte. Só será utilizado aquilo que se harmonizar com o conteúdo de outras fontes, o demais será rejeitado.
Isto se deu com os cabalistas. Eles foram constantemente influenciados por ensinos existentes ao seu redor, mais do que pelas próprias Escrituras. Nem sempre é possível detectar a origem destas influências, mas algumas vezes estas são bastante claras e discerníveis. Embora já referidas anteriormente, devemos analisá-las mais detalhadamente.


O gnosticismo


Dos conceitos emprestados do gnosticismo, os que mais se destacam são o Pleroma e o eons, que são chamados na Cabala de há-male e nezahim respectivamente.
No gnosticismo, para explicar essa distinção entre o Deus verdadeiro e o demiurgo ou deus criador, entre o mundo espiritual e o mundo material, os gnosticos criaram a doutrina dos éons. Um dos principais gnósticos, Valentino, ensinava que existia uma corrente de 30 éons que emanavam da Divindade, sendo que o mundo material fora originado pelo mais baixo eon da cadeia, não como resultado de um desejo criativo, mas como resultado de uma queda. O Deus supremo ou progenitor formava o primeiro éon, também conhecido como buthos (abismo). Depois vinham, em ordem, o silêncio ou idéia, e depois, o espírito e a verdade. Depois por sua vez vieram razão e vida e deste veio o homem e a igreja. Então os outros 10 eons apareceram. O último eon teria caído como resultado de um ataque de paixão e ansiedade e foi por causa desta queda que o mundo material chegou a existir. O demiurgo que criou o mundo, procedeu deste eon caído.
Mesmo que os nezahim não sejam uma idéia idêntica aos éons, no cabalismo, tudo é emanação de um poder superior correspondente. Este é basicamente o fundamento da metafísica da Cabala. Através dos Sephirots, que eram pensamentos ou idéias do Absoluto, que sendo em número de 10, mediavam entre o mundo material e Deus, concebido como o Uno, o Absoluto. É fácil ver a semelhança entre ambas as doutrinas.
O Pleroma gnóstico, que o Tudo propriamente dito, é identificado na Cabala como sendo o há-male. Este seria uma existência espiritual pura, perfeita, espiritual, que contrasta com o mundo visível, material, imperfeito. Estas noções fogem da idéia tradicional judaica da criação e da própria Escritura.
A Bíblia fala da criação como um ato simples e direto da vontade de Deus: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). E esta criação, longe de ser algo mal, marcado pela decadência, distante da perfeição, era algo que agradou ao Criador completamente. “E Deus viu tudo quanto havia feito e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Também não é produto de uma emanação involuntária, algo que não foi desejado por Deus. Mas algo que de fato ele fez e planejou desde a eternidade, pois faz todas as coisas “segundo o conselho de sua vontade” (Ef 1.11).
A idéia gnóstica da Criação é ântagônica às Escrituras e jamais poderia ter dela derivado. Mesmo que a Cabala amenize a aversão gnóstica pela matéria, a mera semelhança já é reprovável. Longe de contrastar com Deus, a criação manifesta a glória de Deus: “Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra de suas mãos” (Salmo 19.1). O Criação é “obra”, isto é “trabalho”, um resultado de uma ação com propósito. Não uma mera emanação indesejada.


O Neoplatonismo


O Neoplatonismo foi a última das grandes filosofias da cultura clássica greco-romana, que por seu misticismo serviu como uma espécie de religião. Juliano, o apóstata, tentou usá-lo como um substituto do Cristianismo, em sua tentativa de ressuscitar o paganismo.
Em muitos pontos o neoplatonismo era semelhante ao gnosticismo. Também via Deus como sendo o Uno, o Indivisível e o mundo material como uma mera emanação imperfeita desse Deus. Isto se dá porque o gnosticismo, assim como o neoplatonismo, participavam do mesmo conceito de matéria e idéia, originária de Platão. Todavia, o neoplatonismo é menos complexo, e não sofreu a influência do Cristianismo que o gnosticismo sofreu.
Um dos pontos em que o neoplatonismo influenciou a Cabala, foi na s questões que envolvem a alma. Esta seria uma das emanações do Uno. Tamém é bem possível que a partir do neoplatonismo a mentepsicose ou reencarnação tenha entrada nas doutrinas cabalística. No platonismo, a alma humana, “por punição e expiação de uma falta necessária, animam sucessivamente corpos terrenos” (História de Filosofia, Humberto Antonio Pandovani, Melhoramentos, p. 120, 1961).
O neoplatonismo colocava Deus como o inefável, podendo ser atingido em sua plenitude somente através do êxtase. Este pensamento com certeza transformou a Cabala em um misticismo estático, um dos lados aspectos mais destacados da Cabala por toda a Idade Média.
Vale lembrar que o judeu Fílon, de Alexandria, teve muito haver com isto. Ele viveu no primeiro século depois de Cristo e tentou fazer uma síntese entre Lei Mosaica e filosofia platônica. O resultado disto foi transformar Platão em um Moisés Grego e a Torá em um livro esotérico, cheio de linguagens simbólicas e misteriosas. Isto contribuiria muito nos anos vindouros para uma aproximação entre filosofia grega e judaísmo.
Estes conceitos da alma e de Deus com certeza não foram derivados das Escrituras. Ainda que estas possam ser freqüentemente citadas, a filosofia neoplatônica e outras são sua verdadeira fonte.
As Escrituras apresentam inúmeras manifestações divinas, onde a Divindade entrava em contato com o homem. É dentro da História, no espaço e no tempo, que o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó atuou e atua. Sua transcendência não impossibilita sua imanência. Por diversas vezes ele apareceu aos homens e manifestou a eles seus propósito. Este conceito de divindade deriva da filosofia e não das páginas da Bíblia. “Porque assim diz o Alto e o Sublime, que habita na eternidade, e cujo nome é Santo: Num alto e santo lugar habito; como também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos, e para vivificar o coração dos contritos” (Is 57.15)


A alma humana na doutrina da Cabala



Ao ser questionado quais as bases cabalísticas para a transmigração de almas, o Dr. Erich Bischoff respondeu:
“Além das indicações indiscutíveis fornecidas por numerosos versículos bíblicos, a doutrina baseia-se principalmente nos seguintes argumentos (expostos por Manasse Bem Israel 1604 – 1657): A punição sem crime não é compatível coma concepção de uma ordem mundial que se baseia na bondade divina, justiça e compaixão. Não obstante, vemos com freqüência pessoas justas e boas que estão constantemente sofrendo, ao passo que pessoas perversas e malfazejas desfrutam muitas vezes de uma imperturbável felicidade, quando as coisas deviam ser, com toda justiça, o inverso; que crianças, muitas desde o nascimento, são portadoras de terríveis deficiências, ou nascem como infelizes desajustados em aparente contradição com a bondade do criador que só pode proporcionar o bem; que crianças morrem prematuramente, antes que pudessem Ter pecado na Terra, o que está em total contradição com a compaixão divina. Ao mesmo tempo, crianças pequenas, sem qualquer culpa possível, são atingidas por toda espécie de flagelos e acidentes.
Somente as doutrinas da transmigração e da preexistência resolvem esses inconvenientes de um modo lógico e satisfatório e afirmam que os que sofrem agora expiam suas culpas acumuladas em existências prévias. Por conseguinte, quando vivem virtuosamente, serão recompensados numa existência seguinte. Os malvados agora felizes foram bons numa prévia existência terrena; estão hoje desfrutando de sua recompensa enquanto que ao mesmo tempo criam para is mesmos, por meio de seus crimes, ume melhor destino numa próxima vida. Aqueles que nasceram deformados, aleijados, etc, são pessoas cujas almas estão deformadas porque pecaram gravemente em uma existência prévia, e por essa razão entraram nestes corpos como punição. As almas daqueles que morrem jovens ou dos que são punidos na infância com acidentes, também são almas que numa existência prévia, pecaram gravemente. Portanto, como punição, não lhes é permitido passarem muito tempo no novo corpo e logo são transmigradas para um outro. Pois não só a morte (desencarnação), mas também a reencarnação é algo desagradável e difícil para a alma” (A Cabala, Dr. Erich Bischoff, Editora Campus, 1996)


Choque com a verdade bíblica



A doutrina da reencarnação da cabala, é a mesma do espiritismo karecista, embora alguns, semelhantes aos hindus, defendam que uma alma pode voltar como uma animal, uma planta ou mesmo uma pedra, conforme o hinduísmo apregoa. Todavia, todos estes conceitos chocam-se de frente com as concepções da Bíblia Sagrada.
Embora o Dr. Bischoff tenha falado em “inúmeros versículos bíblicos”, isto não é verdade. Nenhum só versículo, seja do Antigo quanto do Novo Testamento, existem em apoio a estas crenças. Não há qualquer referência à uma pré existência da alma, ou a uma posterior reencarnação da mesma. Muito pelo contrário, ela estabelece um início único para cada ser humano (Zc 12.1; Sl 139.13-16) e um fim único para cada ser humano (Ec 9.10; Hb 9.27). Esta doutrina não nasceu das páginas da Bíblia com toda certeza.
Quanto aquilo que ele considera argumentos válidos, não são de modo nenhum infalíveis e nem mesmo sustentáveis quando lançamos um outro olhar para eles e quando o comparamos com a visão bíblica e mesmo com a lógica:
Dizer que a “punição sem crime não é compatível com a concepção de uma ordem mundial que se baseia na bondade divina, justiça e compaixão” é ser parcial diante dos fatos. Não negamos a bondade, a justiça e a compaixão divina existentes no mundo. Negamos a noção de que a ordem mundial esteja baseada apenas nestas coisas.
As virtudes divinas não são as únicas coisas operantes no cosmo. Há a maldade humana, a corrupção da natureza e mesmo forças espirituais do mal. Esta é a verdadeira cosmologia bíblica. Se há dor e sofrimento no mundo, não são fruto da compaixão e da bondade de Deus, mas da decadência inerente à Criação, a qual teve lugar no mundo devido a desobediência do homem. Se a Cabala se baseasse realmente nas Escrituras, mesmo que fosse apenas do Antigo Testamento, teria de reconhecer estas coisas e não fazer de conta que elas não existem.
Os que querem atribuir punição ou recompensa como sendo derivados de uma vida anterior e chamam a isto de justiça, ignoram pontos importantes. Se punição sem crime pode ser considerado injustiça, punição sem conhecimento do crime também é injusto. De que adianta alguém ser castigado por deficiência, se não sabe o crime que cometeu ? Como você se sentiria se lhe lançassem em uma cela com uma dieta de fome, sem dizer porque havia sido colocado ali ? Seria obrigado a confiar na justiça de seu carrasco, mesmo que este permanecesse oculto e silencioso ?
Da mesma forma, aqueles que nascem em condições aparentemente melhores que os demais, como recompensa pelo seu bom procedimento em vidas anteriores, terá alguma gratidão ao seu benfeitor, uma vez que não sabe quais suas boas ações lhe trouxeram o benefício ? Como o próprio Dr. Bischoff admite, muitos podem se tornar maus por se orgulhar de suas boas condições e ser punido na próxima existência.
A transmigração, por sua vez, gera orgulho e acomodação. Orgulho porque mereço o que tenho de bom enquanto o outro merece o castigo que recebeu. Porque devo amenizar o sofrimento do outro ? Não é esta sua expiação ? Não é isto bom para o seu processo de evolução ? Da mesma forma, se nasci em determinada condição, é resultado de uma lei rígida, que me deu o que é devido. Tentar mudar isto é ir de encontro a uma lei inflexível. Quem dúvida que possa ser assim, ignora o que acontece na Índia, berço da reencarnação, lugar de sofrimento onde riquezas opulentas convivem com miséria extrema. Aceitação incondicional e imutável de recompensas e punições de vidas passadas A Índia ia ao extremo de cuidar de cachorros porque haviam sido gente outrora e deixar homens doentes morrer para serem purificados para a próxima vida.
“Os funerais dos cães davam ocasião a cerimônias não menos solenes. Os animasi faziam a última viagem ao som da Marcha Fúnebre de Chopin, antes de serem sepultados para o repouso eterno nos mausoléus de mármore do cemitério que lhes estava reservado. Em Junagadh, valia mais ser um cão do que um homem” (Esta Noite a Liberdade, Larry Collins e Dominique La Pierre, Difel)
Não é que contrastes sociais sejam exclusividade da civilização hindu. Mas é que são fruto da fé incondicional na transmigração daquele povo e lhes rende mais males que bens. Aliás, é assim que a vêem. Um ciclo maldito ao qual tem que suportar. Nem tudo são flores. A “justa lei” do Dr. Bischoff não parece tão justa assim. A Cabala absorveu uma crença nociva e antibíblica.


Magia, numerologia, amuletos



No universo da Cabala, o mais forte não são as noções metafísicas, os êxtases espirituais e sim a magia, chamada branca, que se utiliza de nomes mágicos, números e amuletos, do mesmo modo que as demais práticas mágicas, com a diferença que extrai seus elementos do contexto judaico.
Há amuletos como o Schem, o nome falada do Deus que segundo os cabalistas realiza milagres. Nomes de anjos (de fontes não bíblicas, com certeza) que são pronunciados em busca de resultados. Nomes de pessoas são mudados para completar certos valores numéricos considerados favoráveis e livrar-se de outros considerados prejudiciais.
Os amuletos cabalísticos contém vários supostos nomes de Deus e de anjos, assim como fórmulas com bênçãos ou maldições. E combinações obscuras e quase incompreensíveis de letras. Uma das combinações mais famosas é a palavra Abracadabra”, que significa algo como “some depressa com estas palavras” e segundo o ritual, tinha de ser proferida para doentes, a fim de curá-los.
O forte elemento ritual e mágico que se manifestou com a Cabala neste últimos tempos, trás com ele a fé em amuletos e outros tipos de objetos sagrados, como é comum quando se desenvolve o lado supersticioso das religiões. O centro freqüentado por Madonna comercializa muitos desses objetos, muitas vezes a preços nada suaves.
A controvérsia causada pelo centro cabalístico freqüentado por Madonna e por muitas outras celebridades em Beverly Hills, tem a ver com o comércio. Dentro do centro é possível comprar uma garrafa de água para a "limpeza da alma", pelo equivalente a R$ 11.
Cada pedra com o nome cifrado de Deus custa o equivalente a R$ 20. Em um guia, Yehuda Berg diz que, através da Cabala, é possível vencer a depressão, combater a infertilidade, encontrar o grande amor e provocar milagres. No Centro Cultura Judaica em São Paulo, um curso de Cala custa R$ 250,00.
Os sete nós no fio de lã vermelha ajudariam a proteger contra a inveja e o mau-olhado. O fio vermelho ostentado pelas celebridades seria benzido em Israel, e custa o equivalente a R$ 80. Yehuda, o líder principal e guru de Madonna, justifica o preço: "Hoje, temos que usar um blindado por causa do conflito entre palestinos e israelenses para chegar ao túmulo de Rachel. O fio é amarrado no túmulo para recolher a energia dela, que, na Bíblia, representava proteção." Yehuda que nos perdoe, mas na Bíblia não há nada disto. “E dize: Assim diz o Senhor Deus: Ai das que cosem almofadas para todas as axilas, e que fazem véus para as cabeças de pessoas de toda a estatura, para caçarem as almas! Porventura caçareis as almas do meu povo, e as almas guardareis em vida para vós?” (Ez 13.18)


“Magia Branca ???”



A Cabala compreende dois aspectos: a teórica (qabbala ‘iyyunit) e a prática (qabbala ma’asit or shimushit). Em seu aspecto prático os cabalistas alegam utilizar, como propósito e intenção, a “magia branca”, pois operam com os nomes santos de Deus, em contraste com a magia negra, que usa poderes demoníacos (bruxaria).
Apesar dessa aparente distinção, como toda forma de magia, a cabala busca manipular a realidade por meio de fórmulas e palavras mágicas. Segundo o estudioso judeu e discípulo do cabalista Isaac ben Salomon, Hayyim Vital, é difícil definir as linhas prevalecentes dentro das práticas mágicas cabalísticas. Ele enfaticamente aponta os perigos que envolvem as fórmulas mágicas, mesmo quando usadas para meditação espiritual. Em certos praticantes, a linha divisória entre magia negra e branca é difícil de se distinguir, especialmente no que envolve necromancia, exorcismo e no uso de amuletos. É também ligada a muitas outras ciências ocultas, tais como a astrologia, a alquimia e quiromancia. (Enciclopédia Britânica, verbete ‘Cabala”, Vol IV,1969).
Apesar de amarmos os judeus como descendentes de Abraão, não podemos esquecer que sua rejeição ao evangelho o colocam numa posição de inimigos de Deus (Rm 11.28). O próprio Jesus classificou-os como filhos do Diabo (Jo 8.44). Sua percepção espiritual embotada (Rm 11.8-10) levou-os ao longo dos anos a se voltarem a uma forma mística e distorcida de judaísmo, influenciado por elementos esotéricos gnósticos e neoplatônicos. A magia judaica não é em nada melhor do que a magia pagã, simplesmente por usar elementos bíblicos como referência.
Não só os nomes de Deus, são utilizados nos encantamentos, mas também os supostos nomes de diversos anjos. É bom frisar que os nomes dos anjos não são tirados dos livros canônicos do Antigo Testamento, pois estes só fazem referência aos nomes de dois anjos: Gabriel e Miguel. Quanto ao uso dos nomes de Deus, a Cabala não precisaria envolver-se com tanto ocultismo para a encontrar Deus. Esse uso ilegítimo que fazem dos nomes de Deus pesa sobre suas vidas como uma maldição. No decálogo lemos o terceiro mandamento: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex 20.7).
Aos cabalista, cabe retirar de sua vida toda interpretação obscura, todo ritual inútil, todos os “objetos sagrados” que não passam de uma idolatria disfarçada. E então voltar-se para as páginas das Escrituras e ali reconhecer o verdadeiro plano de Deus para suas vidas, deixando de lado fantasias e enganos. O homem não terá que dar conta a coisa alguma que esteja “escondida” nas Escrituras, e sim às coisas evidentes que Deus tem mostrado em sua palavra.

Seitas Orientais,Igreja Messiânica,Seicho-no-iê e Perfect Liberty




Seitas Orientais
 
Três seitas orientais atuantes no Brasil, analisadas e refutadas
 
Textos colhidos no site do Centro Apologético Cristão de Pesquisas
 
Seicho-no-iê .......................................................1
Perfect Liberty ..................................................9
Igreja Messiânica ............................................22
 

A VERDADE SOBRE A

SEICHO-NO-IÊ

I – HISTÓRICO
O movimento Seicho-no-iê foi iniciado por Taniguchi Masaharu, nascido a 22 de novembro de 1893, na Vila de Karasuhara, município de Kobe, no Japão. Devido à pobreza de seu lar, foi educado por seu tio, de maneira severa. Seu temperamento era retraído e entregava-se à leitura com avidez. Começou a sentir desgosto pela vida e a maldizer a sociedade. Já adulto, teve vários casos de amor, a tal ponto que sua consciência dolorida não o deixava dormir. Contraíra doenças venéreas e pensava tê-las transmitido a uma menina, sobrinha de um chefe seu. Somente sua auto-sugestão de que não existia doença o tranqüilizou, curando-o da insânia e aliviando sua consciência por um período de tempo. Depois de terminar a escola secundária, apesar da oposição de seus pais adotivos, inscreveu-se na Faculdade de Literatura Inglesa da Universidade Waseda, em Tóquio. Alimentava então idéias pessimistas sobre a vida, e procurava uma explicação lógica do mundo e
do homem.
Taniguchi entregou-se ao estudo teórico e prático das ciências psíquicas que exerciam atração sobre ele e nas quais depositava a confiança de que poderiam salvar espiritualmente o homem e a sociedade.
Quando a Primeira Guerra Mundial estava no auge, imperava no Japão uma literatura moralizante, espiritualista e nacionalista. Taniguchi dedicou-se novamente à leitura e descobriu uma sutra budista (daizokio), tirando dela o ensinamento fundamental: "Não existe matéria, como não existem doenças: quem criou tudo isso foi o coração... Segue-se disso que a doença pode ser curada com o coração..." Este conceito tornou.se fundamental no Seicho-no-iê.
Em dezembro de 1922 Taniguchi partiu para Tóquio. Escreveu uma dissertação sobre a natureza religiosa do homem, intitulada: Para a Santidade. Estabeleceu os fundamentos da filosofia de Taniguchi: a "Teologia do movimento Seicho-no-iê". Em 1923 escreveu o livro Crítica a Deus, tendo Judas, o traidor, como herói.
Leu Tanisho, livro escrito por um discípulo de Shinram que desenvolveu a idéia do Tariki (salvação pela fé). Para Taniguchi as pessoas não precisavam de uma religião que lhes incutisse o medo, mas que trouxesse uma salvação amigável. Deixou influenciar-se pelas teorias de Bergson, pela lei da ação criadora do coração do
livro de Holmes Zenwicke (americano), pela vontade de poder de Adler. Assim leu psicologia, espiritismo e estudou a ciência cristã.
Recebeu a revelação divina (shinsa): "Não existe matéria, mas existe a realidade"(jissô) - ensino básico do Seicho-no-iê. "Você é realidade, você é Buda, você é Cristo, você é infinito e inesgotável. "
Taniguchi misturou introspecção psicológica e fenômenos psíquicos curando os doentes através da auto-sugestão. Tornou-se um verdadeiro feiticeiro do século XX.
Em 1922, Taniguchi lançou uma revista, denominada Seicho-no-iê. A fama dela aumentou; em junho de 1930, Taniguchi inaugurou uma secretaria de imprensa. Em 1934 estabeleceu a direção do movimento em Tóquio; divulgava a fonte do fluido psíquico que garantia saúde aos amigos. Prometeu que a assinatura da revista garantiria afastar o medo de qualquer mal. Em 1935 começou a imprimir grandes anúncios nos jornais, semanalmente. Lago os assinantes chegaram a trinta mil. Em 1936 registrou o Seicho-no-iê como associação Cultural. Em 1941 transformou-o em seita religiosa centralizada no "Komio", espécie de deus pessoal ao qual se dirigem orações. Durante a Segunda Guerra, a seita colaborou com os nacionalistas, influenciando os operários das indústrias bélicas e os colonizadores da Manchúria. Depois da guerra, Taniguchi foi expulso pelo general MacArthur; a filha Emiko assumiu a chefia do Seicho-no.iê.
Taniguchi escreveu uma obra de 40 volumes: Simei no Jissô (Verdade da Vida) - livro básico do movimento. Tendo início em 1930, como simples movimento filosófico psicológico e cultural para propagar certas verdades, o Seicho-no-iê foi adquirindo aos poucos a conotação de religião. Na década de 1940 o movimento foi registrado como religião pelo governo japonês. É a mais eclética de todas as novas religiões. É uma miscelânea das grandes religiões tradicionais, como o cristianismo, o xintoísmo e o budismo, com psicologia, filosofia, medicina e literatura moderna. Os adeptos são até aconselhados a praticá-lo, continuando em suas religiões de origem. O"Kanro no hou" é utilizado como oração e como amuleto.
O emblema central do grupo Seicho-no-iê é formado pelo sol, dentro do qual se vê a lua, a cruz suástica, demonstrando a síntese que realizou das grandes religiões. Seicho-no-iê significa abrigo, casa, lar do crescimento, da plenitude da vida, amor, sabedoria, abundância e todos os demais bens em grau infinito.
Em 1949, o professor Hardmann foi aos Estados Unidos e pediu que Taniguchi Masaharu pudesse desenvolver livremente a sua atividade. A petição estava assinada por americanos de origem japonesa.
Taniguchi continua sendo a alma do movimento. Em 1963 empreendeu sua primeira viagem de conferências pelo mundo, visitando o Canadá, Estados Unidos, México, Peru, Brasil, Inglaterra, Alemanha, Suécia, Suíça, França e Itália. Nos Estados Unidos recebeu o título de Doutor em Filosofia do Religious Science Institute.
Chegou ao Brasil em 1930, com os imigrantes japoneses. Somente depois de 1951 começou a tomar maior impulso, porque suas obras começaram a ser publicadas em português. A sede está na capital paulista desde 1955; há uma Academia em Ibiúna, onde os fiéis se reúnem para o exercício de desenvolvimento espiritual.
No dia l0 de agosto de 1952, autorizada pela Sede Internacional da Seicho-no-iê, no Japão, foi instituída a Sociedade Religiosa Seicho-no-iê no Brasil, hoje Igreja Seicho-no-iê. Está espalhada principalmente pelos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Goiás, Pará, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco.
As primeiras obras da Seicho-no-iê editadas em português começaram a circular em Goiás por volta de 1970, sendo a principal difusão do movimento a realização de seminários, palestras e conferências por professores de filosofia da Seicho-no-ié. Brasilia já possui sua sede própria em edifício típico do Japão. Em Goiás, o
primeiro templo construído foi o de Inhumas, e é dirigido pela comunidade local, sediando assim um importante núcleo. Em setembro de 1981 foi realizado um importante seminário no Ginásio Emmanuel, Goiânia. Os lucros das refeições vendidas foram revertidos para a construção do templo na capital goiana.
Em Pernambuco, desde junho de 1975 começou a funcionar em Recife o Núcleo Central, com representações em Garanhuns, Caruaru, Olinda e Paulista. O Núcleo Central de Recife ainda é responsável pelos núcleos de Natal (RN) e João Pessoa (PB).
Circula entre nós a revista Acendedor, órgão do novo movimento, cuja distribuição é gratuita e sistemática, bem como a de uma espécie de calendário com mensagens estimuladoras e positivas.
II-DOUTRINAS E REFUTAÇÃO
O Mal - A Seicho-no-iê é uma das cento e trinta novas religiões do Japão, e sua doutrina resume-se em três principais proposições:  matéria não tem existência real; só existe a realidade espiritual; O mal não existe; é pura ilusão da mente humana; O pecado também não existe; é mera ilusão.
"Os males não têm existência real; nada mais são que simples sombra de imaginação." "O mal, a infelicidade, a doença, a depressão econômica, apagam-se quando são firmemente negados, porque eles nada mais são do que ilusões falsamente criadas pela morte." "Os sofrimentos nada mais são do que projeções da nossa
mente em ilusão" (Convite à Prosperidade, p. 16, 27 e 71).
A saída para evitar o mal é meditar sobre a verdadeira realidade, que é perfeita; o espírito pode dominar o material e mudá-lo. Não só Taniguchi mas qualquer pessoa é potencialmente Buda e Jesus.
Se o mal é realmente uma ilusão, como explicar os terríveis acontecimentos à nossa volta? Deus é bom. Será ele responsável pelo mal que acontece no mundo? Além de a realidade demonstrar que existe o mal, a doutrina da Seicho-no-iê é antibíblica. Desde o princípio da criação o bem e o mal estão presentes (Gên. 2:9). Jesus ensinou esse princípio quando contou a parábola dos lavradores maus; ela nos mostra que o mal está dentro do coração do homem. O mal é uma oposição deliberada contra Deus: é seguir nosso próprio caminho sem tomar conhecimento de que somos filhos de Deus.
Paulo nos ensina que a nossa luta neste mundo é contra o mal, que quer dominar nossa vida (Rom. 7:15-25; II Cor. 5:1-l0; Ef. 6:12; 1Cor. 15:50). Malaquias profetizou que há um julgamento para os que praticam o mal (Mal. 3). Os outros profetas também falaram contra o mal. João Batista pregou que o machado está posto sobre os que praticam o mal (Mat. 3 : l0).
"Dizer que o mal é uma ilusão é contradizer não somente a Bíblia, que é a Palavra de Deus, mas também ignorar a experiência diária da vivência dos homens em sociedade.''
 
1.    O Pecado - Na revista Acendedor, nº 75, p. 36, há o artigo "O Pecado Não Existe", da autoria de Taniguchi. Tal afirmação não tem fundamentos, pois é anticientífica, anti-social, sem lógica. Qualquer pessoa racional, de bom senso, observa através da história que alguma coisa está errada com o homem. Não somente os religiosos, mas também os psicólogos e sociólogos admitem o erro que existe no homem e que perturba o seu ajustamento consigo mesmo e com os outros. A Bíblia chama esse erro, esse desvio, de pecado, corrupção, iniqüidade, em contraste com Deus, santo, puro, verdadeiro. "Por um homem entrou o pecado no mundo"" (Rom. 5:12). Trouxe morte física e espiritual (Gên. 2:15-17; Rom. 5:12, 23; Ef. 2:1-3). O pecado domina o homem (Rom. 7:19,20). Cristo morreu pelos nossos pecados e salva o homem dos pecados e da condenação (II Cor. 5:21; 1 Ped. 2:24; Rom. 5:1-11). A Seicho-no-iê não admite o pecado mas fala em culpa, crime, perdão, purificação, mácula, aprimoramento, preguiça, maldade, desgraça, calúnia. Diz que não existe doença, mas prega a cura!
2.                                                    Doenças - As doenças não existem; a dor não é real, porque a matéria não tem existência real. As formas físicas, materiais, não passam de sombras da luz celeste a refletir-se sobre a terra. Tudo o que acontece no mundo material é reflexo da mente. "O como carnal não sente dores porque não é matéria" (Acendedor, n.° l10, p. 7). "Como Deus não criou a doença, a doença não existe." "De agora em diante não existirá mais nenhum sofrimento, nenhuma tristeza, nenhuma decepção e nenhum desapontamento" (Convite à Prosperidade, p. l6). A Seicho-no-iê ensina que os seguidores precisam controlar suas mentes. O homem deve procurar sua própria felicidade, mentalizando-a. A própria ciência já fez descobertas extraordinárias: Não somente o homem e os animais sentem dor, mas também as plantas. A Seicho-no-iê prega que "se por acaso a vida apresenta um estado de imperfeição, está doente, significa que você não está contemplando mentalmente a vida de Deus que habita em seu íntimo" (Convite à Prosperidade, p. 53). Nos capítulos11 e 12 de II Coríntios, Paulo descreve o seu sofrimento por amor a Cristo: açoitado pelos judeus; apedrejado; naufragou; em perigo; sentiu dores. Pediu ao Senhor que o livrasse do espinho na carne (sofrimento), mas Deus lhe respondeu: "A minha graça te basta" (II Cor. 12:9). A experiência de Paulo, de Jó e de outros servos de Deus mostra claramente que as doenças não são uma ilusão da mente da pessoa e sim uma realidade. O próprio Jesus Cristo sentiu a dor e o sofrimento em sua carne e pediu que Deus passasse dele esse cálice. A própria experiência humana, fora dos limites da Seicho-no-iê, atesta a realidade da doença, da dor e do sofrimento; em sã consciência, ninguém pode nega-los.
Os cristãos, entretanto, sabem enfrentar a dor, o sofrimento, a morte, a doença, com dignidade, sabendo que "todas as coisas concorrem para o bem daqueles que amam a Deus"(Rom. 8:28).
Se não existisse a doença, como a Seicho.no.iê prega curas milagrosas através de seus livros e revistas?
3.                                                    O Homem - Para a Seicho-no.iê todos os homens são filhos de Deus: os ladrões, os assassinos, os terroristas. O homem é bom. Sem o homem Deus não pode manifestar-se. O homem é puro e perfeito. Como filho de Deus o homem também é Deus. O homem se eleva à condição de Deus pela libertação da consciência do pecado. Não existe matéria, nem carne, nem corpo.
Cristo chamou os fariseus de sua época de filhos do Diabo (João 8:44). Paulo falou em filhos de Deus e filhos do Diabo (At. 13:10). Somente é filho de Deus aquele que recebe a Cristo pela fé (João 1:11, 12). O homem é tão bom que está se destruindo, um ao outro; está destruindo o mundo que o rodeia; está destruindo os animais. Os sociólogos estão desiludidos e não sabem encontrar a resposta para tantos problemas existentes entre os homens. Vemos que o homem sem Deus é uma tragédia total! A Seicho-no-iê diz que o homem é imortal. Não admite a realidade da velhice. Entretanto, o envelhecimento do próprio Taniguchi, com mais de 90 anos de idade, e de todos os seus seguidores, prova a falácia dos seus ensinamentos, sua inconsistência, a incoerência de suas teorias, a ilusão (isso sim) de suas verdades.
4.  Deus - A Seicho-no-iê tem a ousadia de criticar o Pai Nosso. Diz que os cristãos têm por anos e mais anos repetido o Pai Nosso: "...seja feita a vossa vontade assim na terra como no céu", mas tal não se realiza porque o céu não está acima das nuvens nem no mundo das três dimensões; o céu está no íntimo transcendental, aqui e agora (Convite à Prosperidade, p 17)_ o que se deve é mentalizar o céu para que seja encontrado pelas pessoas. Na literatura da Seicho-no-iê não se tem uma noção clara sobre Deus. Ele é panteísta, uma vez que se encontra em cada pessoa, em cada coisa deste mundo.
A Bíblia apresenta um Deus pessoal. Ele criou o homem à sua imagem e semelhança; uma das semelhanças é ser pessoal. A Bíblia ensina que Deus é transcendente, está além do mundo material (Is. 57:15). Deus não habitou no interior de Hitler, Stalin, Mussolini e outros homens perversos. Deus habita no interior dos contritos, humildes, daqueles que dão lugar a seu Espírito.
5.  A Bíblia - A Seicho-no-iê não dá qualquer relevância à Bíblia. Cita-a de maneira vaga e parcial, sem identificação e fora de contexto, sem qualquer exegese, interpretação ou explicação; utiliza alguns textos para favorecer a seita. A regra de fé e prática da Seicho-no-iê são os escritos de Taniguchi. Para a Seicho-no-iê, por ser um livro divino, a Bíblia é o mais humano dos livros. Para nós, cristãos, a Bíblia é um livro milenar. Sua formação foi encerrada há dois mil anos. Há muitas provas de sua inspiração divina: uma delas é o tempo de sua duração; a transformação que tem causado na vida de milhares de pessoas; sua indestrutibilidade. Deus disse tudo o que queria num único livro. A Seicho.no.iê já tem 300 obras escritas mas ainda não disse tudo. Não há comparação entre a Bíblia e a literatura dessa seita.
6.   Cristo - Taniguchi já afirmou que sua religião é superior ao cristianismo porque opera maiores e mais milagres do que Crista. Sente-se com autoridade para interpretar as palavras de Cristo segundo suas próprias convicções. Alguns católicos disseram até que compreenderam melhor a doutrina de Crista na Seicho-no-iê.
Taniguchi é mais crido, mais reverenciado, mais citado do que Jesus Cristo. Cristo disse: "Eu sou o caminho", isto é, o único caminho para Deus, para a salvação. A Seicho.no-iê interpreta essas palavras como se cada homem fosse o caminho, a porta da saída de Deus; não tendo Deus outra alternativa para manifestar sua força a não ser pelo homem. A Bíblia nos ensina que Deus tem usado o homem mas não está preso a ele, não depende dele porque é onipotente. Cristo disse que, se os discípulos se calassem, até as próprias pedras clamariam.
Se não existissem mal, não existiria pecado, e o sacrifício vicário de Cristo não teria razão de ser. Cristo veio para salvar os pecadores, como nos ensina a Bíblia (Luc. 19:10; João 3:14, 15; II Cor. 5:21; 1 Ped. 2:24; 1 Cor. 15:3). Cristo, filho unigênito de Deus veio ao mundo para salvá-lo. Morreu, ressuscitou e foi para os céus, para salvar o homem e interceder por ele.
7.                                                    Milagres - Israel Carlos Biork assim se expressou num de seus artigos: "O fato de no Seicho-no.ieísmo haver muitos milagres, não indica que é verdade. Os feiticeiros no Egito fizeram milagres diante de Moisés. Cristo disse que muitas pessoas vão comparecer diante dele e dizer que profetizaram, expulsaram demônios e fizeram muitos milagres, mas Cristo vai dizer que nunca as conheceu. A Bíblia diz que no fim do sistema atual, haveria muitos cristos aparecendo como salvadores da humanidade. E exatamente para isso que o seicho-no-ieísmo diz que existe, mas só apareceu no mundo em 1929. Diz a reportagem: 'Seu objetivo é construir um paraíso terrestre onde não haja uma só pessoa que padeça de sofrimentos ou enfermidades.' Por que o deus do Seicho-no-ieísmo deixou a humanidade mergulhada no sofrimento e na maldade por milhares de anos, para aparecer somente em 1929? O Deus da Bíblia nunca desamparou a humanidade. Sempre esteve empenhado na sua salvação por meio de Cristo, desde o jardim do Éden, quando o próprio Deus sacrificou um cordeiro para tipificar o Cristo que havia de vir para salvar a humanidade, e que já veio e que salva realmente, não pelos nossos méritos, mas por sua morte vicária." A Seicho-no-iê é uma seita oriental que não entra em conformidade com nossa maneira de pensar e com a nossa maneira de crer. É simplesmente humanista, pensando no aqui e agora; muda os ensinamentos de Jesus; enfatiza o poder de cada pessoa em dominar sua mente, sua vida, sua felicidade. Conhecemos o poder da mente na saúde física e espiritual do homem; entretanto, é impossível realizar todos os bens anunciados pela Seicho-no-iê. Cristo quer que sejamos sal da terra e que anunciemos a verdade nua e crua. Cristo não mencionou apenas palavras agradáveis e positivas; trouxe também a repreensão, o julgamento. Falou também em cada um levar a sua cruz e segui-lo.
NOTAS BIBLIOGRÁFICAS:
8.    WOODROW, Alain, As Novas Seitas, p. 228.
9.    DROOGERS, André, Ciências da Religião, Vol. II, p. 123.
10.                     GARCIA, João Fernandes, artigo: "Profetas Falsos de Nossos Dias, Seicho.no-iê", Jornal Palavra da Vida, nº 89./1980.
11.                     BIORK, Israel Carlos, artigo: "Quem São Eles? Seicho-no.iê, a Fraude Que Envolve 400.000 Brasileiros'' - Jornal Palavra da Vida, s.d.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"INSTITUIÇÃO RELIGIOSA PERFECT LIBERTY"
Por Paulo Cristiano, do CACP*

Mishirassê, Hoshô, Mioshiê, Makoto, você as conhece? Creio que não! Esses são vocábulos japoneses que para nós não possuem nenhum significado especial, mas que para certo grupo religioso é o divisor de águas entre o caos e a harmonia, a morte e a salvação, a benção e a maldição. Estamos falando da seita japonesa conhecida como Perfect Liberty.
O nome "Perfect Liberty" significa "Perfeita Liberdade" e as suas iniciais formam a sigla da Instituição - "PL".
Antes de adentrarmos ao exame desta religião gostaria de chamar a atenção para o verdadeiro foco da questão, isto é, o real motivo da PL estar sendo pesquisada. É que de vez em quando somos interpelados, por adeptos de algumas destas seitas japonesas, do porquê questionarmos suas doutrinas. Ora, não se trata de julgamento e tampouco perseguição ou preconceito. Quem pensa assim desconhece o verdadeiro objetivo da apologética cristã. O que ocorre é que a PL posa não como uma simples religião, mas "a religião", "a verdade" e por vezes faz reivindicações que vai além de um movimento que prega uma simples filosofia de vida como veremos no desenrolar do texto. É óbvio que com tais confissões mirabolantes como estas, é justo que tal movimento deva ser investigado para que se possa averiguar objetivamente a veracidade de suas declarações. A matéria a seguir é justamente isto, um confronto das doutrinas peelistas com os ensinamentos cristãos legado por Jesus Cristo à humanidade; levando em consideração o axioma que pressupõe que duas verdades não podem coexistir quando ambas estão bilateralmente oposta uma à outra. Somente uma delas é verdadeira, no caso em questão a PL ou o Cristianismo.
Isto posto adentremos à análise crítico-teológica das doutrinas e práticas da religião Perfect Liberty.
HISTÓRICO
A Instituição Religiosa Perfect Liberty - PL foi fundada no dia 29 de setembro de 1.946, na cidade de Tossu, no Japão.
A PL nasceu com base na religião " Mitakekyo-Tokumitsu Daikyokai" fundada em 1.912, sob os ensinamentos de Tokumitsu Kanada, ex-monge budista da seita Shingon, nascido em 1.863 na cidade de Yao, Osaka. Kanada diz ter recebido a iluminação de "uma verdade" para fundar sua seita.
O Primeiro Kyosso da PL, Tokuharu Miki após largar o zen-budismo (sua antiga seita antes de fundar a PL) torna-se discípulo de Kanada. Com a morte deste, obedecendo ao seu testamento, Miki que já era seu sucessor, planta uma árvore no local de seu falecimento, zelando como morada de Deus, orando perante ela todos os dias. Após cinco anos, diz ter sido contemplado com a iluminação recebendo de Mioyaookami, mais três preceitos que juntando aos 18 que lhe foram transmitidos por Kanada , perfizeram os 21 preceitos sagrados da PL.
Em 1925 estabelece a Igreja "Hito-No-Michi" (Caminho do Homem).
Após uma perseguição religiosa no Japão, a " Hito-No-Michi" foi fechada e seus dirigentes presos sob a acusação de lesa majestade. Em 9 de outubro de 1.945, com o término da Segunda Grande Guerra, foi libertado. No ano seguinte no dia 29 de Setembro, Toruchira Miki , filho de Tokuharu Miki, II Patriarca, mudou o nome da seita para "Instituição Religiosa Perfect Liberty". A escolha do nome sem dúvida foi um "reflexo" deste acontecimento.
A "Sede Eterna" ou como costumam denominar "Terra Sagrada" da PL encontra-se atualmente em Tondabayashi próxima a Osaka , no Japão. Afirmam que possuem milhões de adeptos em todo o mundo. Os verdadeiros seguidores precisam tomar parte numa caravana religiosa pelo menos uma vez até esta sede para comemorar a memória do primeiro patriarca.
No Brasil a PL teve início em 16 de fevereiro de 1958 com a chegada em 24 de março de 1957, do Assistente de Mestre Ryozo Azuma e se espalhou principalmente entre as colônias japonesas. Somente no Brasil , a PL tem mais de trezentos mil adeptos espalhados nas suas 200 sedes sendo que destes, 95% é de procedência não japonesa.
O PERFIL PEELISTA
À primeira vista a PL não apresenta nada demais, dá a impressão que seus ensinamentos são apenas mais uma filosofia de vida, pois só falam de coisas boas e positivas. Tanto é que em alguns lugares foi considerada como utilidade pública.
Este é um aspecto positivo que merece nosso louvor.
Contudo, a verdadeira questão se encontra em outro patamar. É que ao aprofundarmos num exame mais detalhado percebemos que a PL reivindica ser muito mais que mera religião ou filosofia.
Como as demais seitas japonesas acreditam que cada religião teve "uma verdade" ou iluminação para sua época e que agora na época atual Deus enviou a PL para salvar a humanidade. É uma religião relativista de auto-salvação e com forte influência do budismo e Xintoísmo.
Dizem: "A fundação da PL, significa o fim das superstições e ilusões da humanidade, sendo aberto um caminho verdadeiro para o ser humano trilhar" (Revista PL 30 Anos pág. 32)
"pois este é o caminho que sobrepõe a época, a raça, o credo e a ideologia para felicitar todos os seres humanos, indistintamente. É o caminho que todos os homens devem conhecer..." (Boletim Assistente de Mestre nº 20 julho/agosto de 1996 pág. 3)
A PL se diz ecumênica, seu líder atual é Conselheiro Honorário da Liga das Novas Religiões do Japão e Presidente Honorário da Federação das Religiões Japonesas. Mas apesar deste perfil ecumênico (Folheto 'Vida é Arte' - verso), acreditam, contudo que só a PL possui o caminho para a verdadeira salvação:
"Excluindo o ensinamento da PL, nenhum outro é capaz disso [...] A não ser o ensinamento peelista, não existe nenhum outro que possa fazer com precisão essa orientação individual" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 186)
"Ao observar as religiões tradicionais, sob vários aspectos, não posso concordar com absolutamente nada." (Boletim Assistente de Mestre nº 008 - 1983)
Cabe aqui um comentário oportuno: é que com essa filosofia Jesus Cristo e de resto todo o cristianismo é considerado ultrapassado para nossa época. Isso se choca frontalmente com o que disse Jesus sobre suas palavras, as quais afirmou: nunca iriam passar (Mt. 24.35), pois Ele é o mesmo ontem, hoje e eternamente (Heb. 13.8).

Continuando, a PL baseia toda a sua crença em 21 preceitos. Seu lema é viver na "perfeita liberdade", isto é, sem reprimendas de sentimentos ou expressão. Um dos objetivos da seita é levar as pessoas ao caminho da felicidade através dos ensinamentos dos fundadores pela expressão do próprio "eu" preparando-as para a paz mundial, objetivo primordial da PL.
Acreditam que tudo que acontece na vida é a 'obra divina", um designo de Deus, seja boa ou má. Não se deve questionar, mas aceitar passivamente e em seguida criar uma solução "artística" em meio aos erros e dificuldades diária. Essa é a essência do primeiro preceito, "vida é arte".
Afirmam que as doenças e desventuras da vida surgem devido aos maus hábitos espirituais que cultivamos tais como preguiça, raiva, egoísmo, preocupação pois alegam que tudo na vida é um reflexo, "tudo é espelho". Para atender a este mishirassê precisamos acumular virtudes e corrigir tais vícios espirituais. Para isto é preciso fazer missassaguê que é a imposição de várias regras aos adeptos, desde doar dinheiro à instituição até limpeza de banheiro, arrumar o jardim da igreja sempre fazendo Oyashikiri.
A PL possui várias literaturas, mas o principal livro, considerado como de cabeceira (praticamente a bíblia deles), chama-se "Instruções para a Vida Religiosa PL". São 21 instruções falando sobre gratidão, espírito de reclamação, teimosia, preocupação, cobiça, saber utilizar os cinco sentidos, não magoar os outros, etc.Coisas óbvias, que a Bíblia cita há milhares de anos. Mas nessas instruções, as soluções são sempre as colocações do ponto de vista peelista. As 3 últimas instruções, principalmente, não tem nenhum fundamento cristão: só se referem à gratidão que precisamos ter para com a PL.
A ORGANIZAÇÃO
A PL possui vários departamentos internos como Depto. de senhoras, juventude, divulgação etc...
A divisão administrativa compreende as regiões as quais englobam distritos. Estes coordenam as igrejas, sedes e locais de expansão. Cada um desses setores é dirigido por um mestre regional ou distrital, ou mestre chefe de igreja.
A seita obedece a uma hierarquia definida: no topo do comando está o patriarca. Ele é o responsável pela Instituição, é o instrutor, o líder máximo dentro da seita.
Depois vem os mestres e assistentes de mestres. Enquanto os primeiros se dedicam integralmente às atividades da instituição, os últimos via de regra continuam suas atividades profissionais normais.
Cerimônias
A PL possui várias cerimônias importantes, divididas em anuais e mensais.
Cerimônias anuais:
1. Cerimônia de ano novo (1º de janeiro)
2. Cerimônia de Kiosso-Sai (1º de agosto)
3. PL-Sai (29 de setembro dia de fundação da PL)
4. Cerimônia de Aniversário Natalício do patriarca (2 de dezembro)
Cerimônias mensais:

1. Dia da paz (1º de cada mês)
2. Dia dos antepassados (11 de cada mês)
3. Dia de agradecimento (21 de cada mês)
O PATRIARCA
O Patriarca da PL é chamado de Oshieoyá-Samá, que nesta geração dizem estar representado por Takahito Miki o terceiro fundador.
Apesar de declararem que Takahito ocupa a posição de "um ser humano e não Deus." Porém, acreditam que ele "está num estado que pode ser chamado de "Estado Uno a Deus", considerado o único intermediador entre Deus e os homens, "representa Deus perante os homens".
A bem da verdade, na prática, ele se transforma num semi-deus dentro da seita e seus adeptos o consideram o centro de sua fé.
Quem entra numa sede da PL pode verificar facilmente que na parede acima do altar fica o Omitamá e à direita fica um retrato do patriarca, ao qual prestam agradecimentos pelas graças alcançadas.
O tratamento que dão a ele ultrapassa a simples reverência dada a um líder.
Seus adeptos não fazem questão de esconder as lisonjas dispensadas a este homem que é praticamente idolatrado dentro da instituição.
Para melhor comprovação observe as reivindicações feitas pelo patriarca da PL:
Fonte da Verdade -"Oshieoyá-Samá é também uma pessoa que esclarece todas as verdades conforme a necessidade do momento, baseando-se no ponto de vista "Vida é Arte"... Em outras palavras, Oshieoyá-Samá é a fonte da Verdade."
Centro da Fé - "Sim, na PL é tudo assim. Tudo envolve e gira em torno de Oshieoyá-Samá" (Hoshi-in - nº 1 - out./nov./dez. - 1996, pág.2)
Fundamento da PL - "Sem Oshieoyá-Samá a existência da PL é inconcebível" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 186)
Digno de veneração - dizem que precisam "Ter fé em Oshieoyá-Samá e veneração por ele"
Alicerce espiritual - "Em outras palavras, não é exagero dizer que, se não nos basearmos em Oshieoyá, nós peelistas, perderemos o apoio espiritual." (Boletim Palavras do Mestre nº 109 31/07/88)
Salvador - "A obra sagrada do patriarca é de "salvar pessoas e, através delas, melhorar a vida na sociedade." (ibdem p. 4)
Mediador - "Para os que estão nessa situação, Oshieoyá-Samá abre o caminho de 'Pedido de Perdão'" (Revista PL 30 Anos pág. 42)
"E quem nos ensina o sentimento divino, quem nos transmite a vontade de Deus é Oshieoyá-Samá" (Instruções para a Vida Religiosa PL pág. 195)
Sacrifica-se pela humanidade - A cura das doenças implica em o patriarca tomar as dores e doenças do adepto em seu corpo e no juramento deste em obedecer seus ensinamentos.
"Oshieoyá-Samá ora a Deus, suplicando a salvação de toda a humanidade, sacrificando-se misericordiosamente. Os atos sagrados tais como: Mioshiê, Oyashikiri e Omigawari concretizam-se através do sacrifício de corpo e alma de Oshieoyá-Samá e da virtude dos Espíritos dos Antecessores da PL. Portanto, através desses atos, nós adeptos aliviamo-nos dos sofrimentos porque Oshieoyá-Samá responsabiliza-se perante Deus por esses nossos sofrimentos." (Boletim Ass. de Mestre Ensinamentos gerais p. 6)
"O motivo do Omigawari ser atendido por Deus, decorre do fato de Oshieoyá-Samá arcar com a responsabilidade perante Deus, durante o dia e a noite, sacrificando o seu corpo.
Diariamente, no mundo inteiro, muitas pessoas estão sendo salvas através do Oyashíkiri e Omigawari. Essas preces surgem no corpo de Oshieoyá-Samá como sofrimentos e vão acumulando-se gradativamente. Na Cerimônia de Agradecimento, Oshieoyá-Samá restitui todos os sofrimentos acumulados no seu corpo e faz o Shikiri para poder retornar ao estado original de pureza física. Nesse momento, Oshieoyá-Samá agradece a Deus por ter podido substituir os adeptos em seus sofrimentos e transmitir os ensinamentos e, ao mesmo tempo, devolve a Deus todos esses sofrimentos físicos acumulados durante o mês e renova o Shikiri no sentido de poder receber novamente os sofrimentos dos adeptos por mais um mês. Isso é o ato sagrado de receber a obra divina de Oshieoyá-Samá." (Manual de Ass. de Mestre p. 27,28)
Como podemos observar Takahito Miki, furta títulos e funções que só pertencem a Jesus Cristo. Jesus é nosso único salvador (At. 4.12), ele sofreu por nossos pecados e enfermidades (Is. 53.4) é o único que transmite a vontade de Deus e perdoa pecados (Heb. 1.1; Mat. 9.6), é o caminho a verdade e a vida (João 14.6).
Contudo, Jesus Cristo deu provas de tudo isso. Quanto ao patriarca da PL, já não podemos dizer o mesmo.
IDOLATRIA, SUPERSTIÇÕES E CRENDICES
A PL não poupa esforços em atacar o que eles consideram as superstições das outras religiões:
"Com o passar do tempo, em muitos casos, equivocaram-se, simplesmente com as pinturas e os ídolos, causando o surgimento de muitas superstições" (Boletim Assistente de Mestre nº 20 julho/agosto de 1996 p. 5)
Contudo, se existe uma religião cheia de crendices e superstições, esta com certeza é a PL. Ao ingressar na seita o adepto recebe um pacote de amuletos de vários modelos, altares, rezas e juramentos que precisam ter e praticar para adquirir proteção tanto, física como espiritual. É flagrante o caráter fetichista da PL. Veja:
Amuletos

Os amuletos na PL tem muita importância como podemos ver nas declarações logo abaixo:
"Trata-se de um protetor físico de quem o usa, foi-lhe inserido o Shikiri para que Deus sempre o acompanhe e proteja...o Amuleto, desde que pratiquemos os ensinamentos, protege-nos mesmo em estado de inconsciência."
"O amuleto é exclusivamente individual, e o Shikiri foi inserido de modo a proteger somente a quem o solicitou. Não terá valor para outra pessoa. E como é utilizável apenas para aquela pessoa, em caso de falecimento, deverá ser purificado através de incineração. Entretanto, se o adepto desejar, poderá solicitar reinserimento para algum parente próximo. Não se deve esquecer disso, principalmente em se tratando de Amuleto Anelar."(Manual de Assistente de Mestre - ensinamentos gerais)
Fora estes há também o "Tesouro da sorte", uma espécie de amuleto, distribuído no início do ano, dentro do qual há a seguinte oração: "Que o portador deste Tesouro da Sorte seja agraciado com a providencia divina do decorrer do ano". Tal amuleto deve ser guardado na carteira do adepto.
Essa tendência animista da Pl a coloca em nível muito inferior ao verdadeiro cristianismo. O trabalho da PL de tentar levar o homem à liberdade tem falhado, posto que ao mesmo tempo lhe promete liberdade, ele se prende ainda mais no ocultismo. Depositar nossa fé em objetos é desvia-la do Deus vivo. Somente Jesus pode libertar a humanidade de tais práticas escravizadoras ensinadas pela PL (João 8.32,36).
Altares e Imagens

A PL possui também um altar para fazer suas rezas o qual denominam de "Omitamá".
Acreditam que através deste objeto os desejos e pedidos dos adeptos serão ouvidos por Deus, abrindo-lhes o caminho da felicidade."
O adepto, logo ao ingressar cultua um Omitamá, chamado "Aramitama" iniciando assim sua vida religiosa. Este altar é sagrado, havendo até cerimônias especiais para entroniza-lo (no lar, loja ou empresa) ou transferi-lo em caso de mudanças.
A maneira de cultuar o Omitamá
1) Entronizar no local mais puro da casa.
2) A base que suporta a redoma de vidro deve estar na mesma altura ou pouco acima dos olhos (para evitar desrespeito).
3) Não entronizar o Omitamá junto a outros altares ou imagens.
4) Não há necessidade de oferecer ao Omitamá, flores ou qualquer outra coisa (procede-se de modo semelhante ao altar da sede).
5) Não se deve entronizá-lo desrespeitosamente sobre estantes ou mesas velhas.
6) proibido abrir as colunas do Omitamá.
Sobre a proteção do Oniitamá
"Através da convicção da fé absoluta que tivermos no Omitamá e por intermédio da virtude do Patriarca, podemos sentir e perceber a resposta evidente ao nosso pedido.Quanto maior a nossa fé no Omitamá, como conseqüência, maior serão as graças divinas."
Acreditam que o Omitamá é a verdadeira imagem de Deus, representa Deus.
Há vários tipos de Omitamás. Há o Omitamá oficial que uma vez introduzido não poderá ser trocado a não ser em caso de mudanças, para desfazer este inconveniente inventaram o omitamá portátil que pode ser transportado dentro do lar. Há também o Omitamá tipo A,B e C considerados especiais.
O tipo B só poderá ser concedido depois que o Kyoto já possui o tipo A, sendo um pouco menor que este, é destinado para aberturas de filiais de empresas.
Já o de tipo C é para carros motorizados de 3 ou 4 rodas, motocicletas, helicópteros, barcos. Para receber o Omitamá tipo C, o adepto não precisa ser Kyoto. Este Omitamá se destina a garantir a segurança do veículo.
Contudo a Bíblia proíbe terminantemente o uso de quaisquer objetos no culto a Deus. Isso que a PL pratica na verdade não passa de idolatria que é condenada pela lei de Deus (Ex. 20.4,5 - Is. 44.17). E oda e qualquer idolatria trás maldição e escravidão para a vida da pessoa. Só Jesus dá a verdadeira liberdade (Gl 5.1)
Palavras mágicas
Os peelistas são levados a crer que "nas cinco sílabas "O-YA-SHI-KI-RI", está inserida, em sua totalidade, a força do poder de salvação da PL." Ao proferi-las, com fé, acreditam poder se livrar da infelicidade e do sofrimento. (Boletim Assistente de Mestre nº 24 março/abril de 1997)
Para receber a prece de Oyashikiri é necessário fazer juramentos para cumprir duas normas;
1. perseverar na prática da fé e devoção peelista até o fim da vida.
2. cumprir sem falta , tudo que for ensinado na PL
Isto porque acreditam que o patriarca arca com os sofrimentos dos pedintes perante Deus.
Corrigindo mais este erro é bom ressaltar que as palavras não possuem nenhum poder mágico. Mas os líderes peelistas procuram persuadir seus adeptos de que tais palavras possuem virtude em si mesmas. Isto é outra forma disfarçada de superstição que é condenada pelas Escrituras. A única palavra que possue poder no mundo é a Palavra de Deus.
TEOLOGIA INCONSISTENTE
À guisa de outras seitas japonesas a PL não possui uma teologia definida. Seus ensinamentos são vagos e ambíguos ou até mesmo contraditórios. Eis alguns conceitos doutrinários vistos pela ótica peelista:
Sobre a vida após a morte.
Apesar de acreditarem na existência dos espíritos a PL não possui uma definição exata sobre a vida após a morte. Dizem:
"As religiões tradicionais, que se proclamam as verdadeiras, asseguram a existência da vida "post-mortem". Eu, porém, acho essa questão um tanto duvidosa." (Boletim Ass. De Mestre nº 008 - 1983)
Contudo a Bíblia Sagrada nos dá uma perspectiva muito mais clara da vida no além (Lucas 16.19-31); e para aqueles que seguem a Jesus, bastante positiva (Lc. 23.43). Mas os adeptos da Pl que confiam em seu patriarca não possuem nenhuma segurança após a morte, pois sua religião é imediatista, para aqui e agora tipo "bebamos e comamos que amanhã morreremos".
Quão diferente é a promessa de Jesus! Além de prover salvação em todos os sentidos nesta vida, ainda promete uma nova vida junto a ele no céu (Jo. 14.1).
Sobre a salvação

A PL é uma religião de auto-salvação onde cada um se redime através de seus próprios esforços com a ajuda de seu fundador. Contudo, o conceito de salvação para a PL não é o mesmo do cristianismo, como já demonstramos sua soteriologia é hedonista, isto é, voltada para a busca da felicidade aqui e agora. Ao morrer a pessoa retorna ao além; não há inferno ou punição, todos são salvos, não sendo levado em conta o que tenham feito aqui na terra, pois pressupõem que todos são filhos de Deus. Por isso salvação implica em ter uma vida livre de sofrimentos mesmo quando falam em salvação "espiritual".
"Ser salvo através da fé religiosa significa, receber o Shikiri de Oshieoyá-Samá" (Manual de Ass. de Mestre - ensina mentos gerais pág. 9)
" Por Oshieoyá-Samá foram esclarecidas as verdades "Vida é Arte" e Mishirassé e Mioshiê" e os homens obtiveram uma salvação verdadeira. Isto não significa salvação somente espiritual ou então física e material, mas sim em ambos os sentidos, ou seja, salvação total como ser humano."
"O ato de receber Oyashikiri é nossa devoção e o caminho para sermos salvos."
É lógico que este tipo de salvação é de origem humana. Nenhum ensinamento, prece ou obras poderá garantir a salvação da humanidade. Ressaltando que o homem possui uma alma que pode se perder eternamente. Sendo assim a Bíblia afirma que Jesus é o nosso único salvador (At. 4.12). Somente Ele foi o escolhido para salvar-nos dos nossos pecados (Mt. 1.21). Se alguém se coloca nessa posição, faz de si mesmo um "anticristo". Somente alguém puro e sem pecados poderia tomar o lugar dos culpados (I Ped. 3.18). Nenhum homem por mais sábio ou abnegado que seja poderá fazer isso, pois todos são pecadores e carecem igualmente da salvação oferecida por Jesus, e o patriarca da PL não é exceção.
Sobre Deus
A doutrina de Deus na PL é ambígua, ora panteísta, ora deísta. Todavia, em algumas declarações encontradas em sua literatura seu panteísmo fica totalmente descoberto:
"Compreendemos que DEUS é a "Fonte", a "Força" que rege o UNIVERSO...Vivemos pois, como parte deste UNIVERSO e, portanto, como parte de Deus..." (Folheto: Vida é Arte - em busca da paz)
"Na PL ouvimos dizer que "Deus é tudo". A sociedade, os fenômenos naturais do planeta, além de todo o mundo espacial juntos, denominamos de Deus." (Boletim de Assistente nº 30 março/abril - 1998 p.5)
"Sobre esta força que concordamos existir, na PL, nós a denominamos de "Mioyaookami" ou, simplesmente, de "Deus"." (Boletim de Assistente nº 30 março/abril - 1998 p.4)
Seja qual for o deus adorado na PL, uma coisa é certa: ele não se preocupa com o ser humano porque afirmam que "Deus em si mesmo é completamente frio" (Boletim Assistente de Mestre nº 10 - 1983)
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"Alheio às emoções humanas, Ele tão só existe silenciosa e profundamente por toda a eternidade".
O Deus panteísta da PL se fundo com a própria criação, por isso é um deus "frio" que no fundo é um ídolo.
Muito embora saibamos que o verdadeiro Deus é transcendente à sua criação, isso não implica de modo algum que Ele esteja longe de nós como afirma o deísmo. Segundo a Bíblia o Deus verdadeiro, se compadece do seu povo (Ex. 3.7); e está presente em todos os momentos de nossa vida (Mt. 28.20). Apesar dessa imanência ser tão forte a ponto de vir morar dentro de nós (Jo. 14.23), o Deus verdadeiro está fora da criação não se confundindo com ela. Demais disso Deus é uma pessoa e não meramente uma força e como pessoa ele sabe o que se passa dentro do íntimo de outra pessoa. Já o deus da PL não apresenta nenhum dessas características, sendo um deus frio e alheio às emoções humanas. Pergunto: qual a vantagem de um deus assim?
Só Jesus veio revelar-nos o verdadeiro Deus (Jo. 17.3)
DINHEIRO É A SALVAÇÃO
É difícil ouvir dos lábios de um peelista o conceito de que "dinheiro não trás felicidades", isso devido a importância que o dinheiro tem dentro da organização. Na verdade isso se tornou uma importante doutrina entre eles.
A ênfase financeira é tão grande que chega ser obsessiva. Devido a prática financeira em altos valores a maioria das pessoas que ingressam na PL são oriundas da classe média.
Quase tudo na seita envolve cobrança financeira: desde o ingresso (o adepto precisa pagar uma taxa de adesão) até a uma simples prece dada pelo Doshi.
Isso nada mais é que vender orações; não importa os eufemismos que o camuflem sempre vai ser comércio.
"Pergunta: Quando uma pessoa deseja receber Prece de Oyashikiri, mas não tem dinheiro para fazer hoshô, como podemos orienta-la, para que não se afaste ou fique insatisfeito, por não receber a prece?" (Boletim Assistente de Mestre março/abril de 1986 perguntas & respostas)
Na PL existem vários tipos de contribuições, à título de conhecimento eis algumas delas:
Hoshô - é a principal delas. Consiste numa contribuição financeira do adepto à seita.
Mas não pense que isto é apenas uma simples contribuição. Não. A prática do hoshô garante graças espetaculares e infinitas tanto materiais como espirituais. O hoshô não pode ser praticado de qualquer maneira, há todo um ritual de reverencia em cima desta prática. A promessa de retribuição é tentadora, sendo sempre acima de três vezes; pode ser trinta, cem ou mil vezes mais para quem contribui.
Mas para isso o adepto é incentivado a contribuir a todos os momentos do dia. Na prece da manhã assim como na da noite precisa fazer hoshô. Se for aconselhar o filho precisa fazer hoshô. Se for viajar precisa fazer hoshô. Até mesmo para fazer compras e vender algum produto o hoshô é necessário.
Supõe que doando dinheiro para a seita os adeptos adquiram virtudes para uma maneira correta de viver e assim progredir espiritualmente.
Hoshi-in - uma outra contribuição é o Hoshi-in que é uma contribuição destinada à expansão da seita. Só podem ser (ou fazer) de fato Hoshi-in os Kyotos. Existem vários graus de Hoshi-in, quanto maior for o grau (de contribuição) mais o peelista recebe graças.
Bem-ativo financeiro - eles possuem também o que denominaram de Bem-ativo financeiro, ou seja, uma contribuição financeira em benefício da humanidade, para purificação de desvirtudes financeiras adquiridas pelos adeptos.
Kenkin - contribuição cujo valor deverá ser de acordo com o objetivo. É uma contribuição para determinadas ocasiões como eventos ou construções.
Pedra-de-gratidão - quem participa de um Lensei oferece simbolicamente uma pedra (utilizada nas obras do Seiti). É uma contribuição financeira no sentido de oferecer algo concreto em retribuição às graças recebidas.
Gokafu - era um empréstimo que se fazia à PL por um ano sem juros (não é mais praticado)
Com toda essa teologia financeira não é de admirar que muitos afirmam que a PL "é só dinheiro".
"Muitos confundem e dizem que a PL "é só dinheiro". Já ouviram falar disto?" (Palestra - O Ato Sagrado de Hoshô da PL, proferida no Lensei de Comerciantes 17,18 DE julho de 1993 p. 15)
A Bíblia tem muito a dizer sobre dinheiro. O cristianismo não minimiza o benefício do dinheiro quando é empregado de maneira correta através dos dízimos e das ofertas para manutenção da obra de Deus.
Contudo ela condena o amor ao dinheiro (I Tm. 6.10). O dinheiro não trás salvação, proteção espiritual e felicidade como ensina a PL chegando até a cobrar certos tipos de preces. As coisas espirituais não se compra com dinheiro (At. 8.18-20).
Isso só serve para fomentar o enriquecimento ilícito dos líderes que não medem esforços para construírem seus impérios financeiros.

CULTO AOS MORTOS
As três principais seitas japonesas no Brasil Seicho-No-Iê, Messiânica Mundial e a PL praticam o culto aos antepassados, mostrando assim sua faceta xintoísta.
Este culto é muito importante para a felicidade do adepto, pois acreditam que ao morrer, os antepassados podem deixar para seus descendentes uma herança de desvirtudes, que como um tipo de maldição hereditária alcança os membros da família, só sendo tirada quando se presta culto a eles agradecendo e pedindo perdão.
Ao acordar e ao deitar o peelista precisa fazer uma prece contida no seu livro de oração que começa com as seguintes palavras:
"Perante Mioyaookami e os espíritos dos ancestrais de todas as gerações da família..." (Livrete de orações da PL - prece da manhã - individual)
Na PL existem até cultos oficiais para várias ocasiões:
Há duas vezes por ano, duas grandes cerimônias de culto aos antepassados: no 1º domingo de maio e dia 2 de novembro.
Fora estes existe também as cerimônias mensais que compreendem:
1) O culto mensal na capela do Cemitério "Pousada da Paz". Aliás, o cemitério da PL "não foi feito somente com o intuito de guardar os restos mortais, mas sim para cultuar corretamente os antepassados." (O que é Pousada da Paz 03/03/1995)
2) Aos primeiros domingos do mês e,
3) Mensalmente ainda, no dia 11 com cerimônia consagrada aos antepassados" (Revista PL nº 63/Novembro-Dezembro p. 4)
Desta maneira a PL ensina três condições de culto:
1º. Para agradecer-lhes, lembrando o que fizeram, podendo até conversar com eles.
2º. Tomando a decisão de seguir o caminho correto, para acumular virtudes.
3º. Pedindo a proteção deles, em todas as nossas necessidades, aflições ou objetivos." (ibdem)
Como o culto aos mortos é uma parte do segredo para o adepto adquirir boas virtudes e assim viver uma "vida com arte", todos sem exceção precisam cultuar um Omitamá, pois dentro deste objeto acreditam estar os espíritos dos ancestrais.
"Na igreja está entronizado o Omitamá da igreja (indicar o local) no qual foi inserido o Shikiri de Oshieoyá-Samá. Neste Omitamá são cultuados Mioyaookami, os Espíritos dos Antecessores da PL (Kakurioyá-SalTlá e Kyosso-Samá, cultuados como os Espíritos Protetores da PL) e também os espíritos dos ancestrais dos adeptos que aqui freqüentam. Reverenciando o Omitamá da igreja, será purificado tanto física como espiritualmente (rezar com a reverência peelista)." ((Manual de Ass. de Mestre - ensina mentos gerais p. 24)
E pasmem! Eles acreditam que podem transportar a alma da pessoa falecida para dentro deste altar, observe:
"Principalmente, quando do falecimento de algum membro da família, deve ser realizada a Cerimônia de Transladação da alma do extinto, através da qual se translada o espírito da pessoa que faleceu, para o Omitamá de Kyoto. (deve ser efetuado dentro de 24 horas após a morte.)"
Esses são os absurdos de uma religião que promete a liberdade ao ser humano, mas que está presa até ao pescoço no pecado da superstição, feitiçaria e idolatria.
A Bíblia condena este tipo de atitude para com os mortos por diversas razões:
Primeiro porque os mortos não podem voltar ao mundo dos vivos (Lc. 16.26) e não sabem de nada que se passa por aqui (Ec. 9.5).
Segundo, por que invocar espíritos de mortos é feitiçaria, e isto é condenado pela Bíblia (Deut. 18.11; Is 8.19-20)
O único que leva vantagem nisso tudo é o príncipe das trevas que para enganar as pessoas pode até se transformar em anjo de luz (II Co. 11.14).
LITERATURA DA PL
A Editora Vida Artística fica na Rua Dr. Fabrício Vampré, 97 - Vila Mariana - SP. Nas sedes podemos encontrar também os livros e demais publicações.

Livros:

"O Amor" (orientações para casais viverem em harmonia);
"A Expressão da mulher" (orientações para a mulher seguir o caminho da mulher e ser feliz);
"A Arte de educar os filhos" (orientações para os pais orientarem os filhos);
"Vida é arte" (coletânea das orientações diárias que o segundo patriarca enviava aos seus discípulos"; "Dialogando com a juventude" (orientação para jovens, com diversos testemunhos);
"Vença desapegando-se" (ensina o segredo de desapegar-se de tudo para vencer, pois o homem só manifesta o verdadeiro eu, sem ter apego).
Esses livros são de autoria de Tokuchika Miki, segundo fundador.
"Instruções para a vida religiosa PL" traduzido pelo Departamento de Estudos Doutrinários PL.
"Você ainda pode e deve ser feliz" (coletânea de alguns boletins redigidos por Kaor Tanida, que é mestre regional no Rio de Janeiro).
No site da PL você encontra esses boletins explicados, assim como os folhetos "Vida é Arte" (que não têm relação com o livro do mesmo nome).
Nessas literaturas estão contidos os ensinamentos dos patriarcas que supostamente tem o poder de tirar o homem da infelicidade, muitos dos quais não passam de mero ecoar de ensinamentos bíblicos. Contudo Jesus deixou bem claro que somente a Palavra de Deus é a verdade (Jo. 17.17 ; Sl 19-119).
As filosofias e religiões humanas por mais impressionantes do ponto de vista ético e moral que seja não possui virtude para libertar o homem do pecado (Col. 2.8)
CONTRADIÇÕES
São muitas as contradições que se encontra nos ensinamentos da PL. Por exemplo:
A PL aponta o formalismo e as superstições nas outras religiões dizendo:
"As religiões que até hoje existiram terminaram, não sei quando, por se apegar ao formalismo..." (Boletim Ass. De Mestre nº 008 - 1983).
Não obstante se esquece que ela mesma é cheia de formalismos.
É digno de nota que na PL o formalismo é parte integrante de seu culto, essa é uma característica do próprio povo japonês. Existem posições marciais para determinados tipos de preces e juramentos. Por exemplo, para fazer a "cerimônia do chá" há um verdadeiro ritual, pois "quem prepara o chá necessita de um curso e treino intenso para realizar toda a seqüência de movimentos, bem como para realizá-los com delicadeza e precisão." (site)
A forma de ser realizada a prece de oyashikiri, segue um ritual esmerado: o doshi deverá estar paramentado com capa preta, sobrepeliz e chapéu roxos, luvas brancas e portar o seiju (urna esfera dourada, pendurada numa corrente) no pescoço. Ao fazer a reverência, no momento em que fica de mãos postas e pronuncia oyashikiri duas vezes, segura o seiju entre as mãos e faz o pedido de maneira que o solicitante, postado às suas costas, possa ouvir. Há um momento, quando está fazendo a reverência final em que o doshi faz o harai: uma espécie de corte transversal feito do ombro aos quadris: primeiro com a mão direita e depois com a esquerda, entregando tudo nas mãos de Deus e Oshieoyá-Samá. Após o harai, faz os agradecimentos de praxe e volta-se para o solicitante curvando-se e agradecendo.
Se isto não for formalismo tenho para mim então que essa palavra tenha perdido seu sentido usual.
Outra contradição é que o adepto é ensinado a se livrar das desvirtudes e corrigir seus maus pensamentos por obedecer a uma vida rígida religiosa com preces juramentos, makotos etc...
Embora preguem uma impressionante conduta ética, a PL não deixa de fazer jus ao seu caráter extremamente liberal. (Boletim Assistente de Mestre nº 008/1983)
Pergunta: "Nas cerimônias, o Assistente de Mestre é obrigado a usar "Kyofuku" e luvas? Quando está de "Kyofuku" poderá fumar, comer ou beber?
Resposta: Enquanto está usando as vestes sagradas, deve respeita-las, não fumando, não indo ao sanitário, não bebendo...Fora disso, tirar antes a veste sacra.(Boletim Assistente de Mestre março/abril de 1986 perguntas & respostas)
O caso é que muitos mestres bebem cerveja, fumam etc... Isso é contradição! É coar um mosquito e deixar passar um camelo.
Também enquanto que por um lado ensinam que a mulher está em pé de igualdade com o homem, por outro acreditam que há um caminho para o homem e outro para a mulher. A figura feminina na PL segue os moldes da cultura japonesa, ou seja, a mulher sujeita-se ao marido em tudo, é uma figura passiva. São incentivadas a receber percepção divina para saberem o que seus maridos desejam não lhes cobrando nada, aceitando passivamente a atitude do esposo. Por exemplo alguns mioshiês dados pelos mestres ensinam que se o marido é alcoólatra e diariamente vai beber no botequim, a esposa deve procurar servir-lhe bebida em casa, aceitando o marido e seus vícios e dispensando gentileza, acreditam que com isso ele largará a bebida e se voltará para ela. Se o marido arruma uma amante, a esposa não deve questiona-lo, mas ajuda-lo a se arrumar para sair com a outra.
Vocabulário:
Alguns termos e citações mais relevantes na PL:

Mishirassê - "é um aviso divino que surge quando manifestamos sentimentos errôneos".
Oyashikiri - não tem significado próprio "é a prece da PL para se obter graças.
Oshieoyá -Samá - significa Pai dos Ensinamentos é o patriarca da PL que dizem estar representado nesta geração por Takahito Miki
Hoshô - oferta em dinheiro colocada em um envelope (existe 1 para se praticar no lar e outro na igreja), também destinada às obras de expansão "para salvar milhões de pessoas".
Shikiri = tomar decisão, postura, palavra. Em relação ao patriarca pode ter o significado de benção.
Mioshiê = orientações dadas pelos mestres. Quando um peelista recebe um mishirassê ele pede uma orientação que é enviada ao Japão. Em resposta, ele recebe o mioshiê, que aponta as falhas na sua conduta que podem ter contribuido para o problema. Praticando as orientações todos os problemas ficam resolvidos.
Mishirassê = é um aviso divino de que algo não está correto na nossa conduta. São considerados mishirassê: doenças, desventuras e alguns acontecimentos na vida cotidiana.
Doshi = mestre ou assistente de mestre
Missassaguê = autodedicação, ato de fazer algo de bom em benefício das pessoas. Na PL todos são orientados a fazer missassaguê dentro da igreja: servir cafezinho, limpar a igreja, lavar os banheiros, lavar as fossas, etc. Quanto mais humilde o trabalho, maior o aprimoramento espiritual.
(Há uma diferença em fazer missassaguê e espírito de missassaguê. Enquanto o primeiro utiliza o físico para serviços dentro da igreja o segundo é o sentimento de fazer algo que felicite o próximo.
Mioyaookami = significa Deus.
Hoshô = significa 'gerar tesouro', é o envelope de contribuições da PL.
Lensei = retiros espirituais visando o elevo espiritual dos adeptos através de palestras, aulas etc...
Omitama = altar sagrado da PL onde estão os espíritos dos fundadores, dos antepassados e de Deus.
Artina - Apresentar a ingressar uma pessoa na PL. É um tipo de evangelismo.
Mitodokea - visitar os peelistas afastados, para trazê-los de volta à PL.
Seiti - Terra sagrada onde são realizados os lenseis. Fica na cidade de Arujá em S.Paulo e é o único na América do Sul.
Makoto = dedicação, empenho
Aramitama = Omitamá provisório p/ o novo adepto
Kyoto = o adepto que cultua um omitamá. É considerado um verdadeiro peelista.
Kyosso = fundador
Os 21 PRECEITOS DA PL

1º - Vida é Arte.
2º - A vida do homem é auto-expressão.
3º - O Eu é a manifestação de Deus.
4º - Há sofrimento se não se expressar.
5º - Ao se deixar levar pela emoção, perde-se o Eu.
6º - Você existe na ausência do ego
7º - Tudo existe em relatividade.
8º - Viva radiante como o sol.
9º - Todos os homens são iguais.
10º - Felicite a si e aos outros.
11º - Faça tudo confiando em Deus.
12º - Há uma função conforme o nome.
13º - Há um caminho para o homem e um para a mulher.
14º - Tudo é e existe para a Paz Mundial.
15º - Tudo é espelho.
16º - Tudo progride e se desenvolve.
17º - Capte o ponto central.
18º - Postamo-nos sempre na bifurcação entre o bem e o mal.
19º - Faça ao perceber.
20º - Viva no estado de perfeita união material-espiritual.
21º - Viva na Verdadeira Liberdade.
CONCLUSÃO
Depois desta breve análise feita nas doutrinas peelista podemos dizer com certeza que ela não tem capacidade de cumprir o que promete ou como diz Pedro, "prometendo-lhes liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção..." (II Pd. 2.19).
Ainda Este rápido confronto que fizemos entre as doutrinas peelistas e os ensinamentos cristãos foram o bastante para provar a superioridade dos ensinamentos de Jesus, os quais continuam atuais, pois suas palavras são "espírito e vida", portanto não morrem e nem ficam obsoletos (Jo.6.63). Reafirmamos que a doutrina de Cristo é a única capaz de levar o homem a verdadeira felicidade e salvação livre de erros superstições, crendices e idolatrias tão presentes na PL.
E é por isso que conclamamos com amor a todos os peelistas que abandonem essa religião enquanto é tempo e encontrem a perfeita liberdade em Cristo Jesus, pois "para a liberdade Cristo nos libertou" e "onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade" (II Co. 3.17; Gl. 5.1).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem é o Messias da Igreja Messiânica Mundial?

Não são poucos os cristãos que confundem a Igreja Messiânica Mundial (IMM) com uma igreja evangélica das muitas que existem no Brasil em razão do nome Messiânica ser derivado do nome Messias. Isso se tornou mais notório quando o signatário ministrava um estudo bíblico domiciliar.Entre os participantes havia uma senhora, indagada sobre a sua filiação religiosa, sem reservas, declarou: sou filha de pastor, neta de pastor, ex-organista de uma igreja evangélica e hoje sou membro da Igreja Messiânica Mundial. Naturalmente, isso chocou-me profundamente. É possível que isso ainda esteja ocorrendo com muitos cristãos, pouco informados sobre a IMM, admitindo que ela seja uma entidade evangélica; quando na verdade, não é.
Como sabemos, o nome Messias, proveniente da forma helenizada do hebraico Mashiach, é exclusivo do Senhor Jesus Cristo. Khristós, sua tradução grega e Ungido , é nome ou título exclusivo de Jesus. Isaías, cognominado o profeta messiânico, falou assim a respeito do nascimento virginal de Jesus Cristo: Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome EMANUEL( Is 7.14) Esse versículo é citado em Mt 1.21-23, com a respectiva tradução, Deus conosco. Indagando Jesus os seus discípulos sobre sua identidade, Pedro tomou a palavra e disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. (Mt 16.16). Jesus afirmou que Pedro era abençoado, pois sua declaração tinha sido revelada por Deus.
MOKITI OKADA
Mokiti Okada é o seu Messias. Ele não faz segredo dessa reivindicação pois declara:Não houve outro caso semelhante a não ser Cristo que outorgou sua força aos seus 12 discípulos. (Apostila Para Aula de Iniciação, p. 23, aula 4). Mokiti Okada é também conhecido pelo título Meishu-Sama . Este título significa portador de luz . Uma luz não verdadeira , sem dúvida, pois a respeito de Jesus, João escreveu: Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo o homem que vem ao mundo (Jo 1.9). Se Jesus é a luz verdadeira, qualquer um que alegue ser portador de luz só pode ser aceito como não verdadeiro. Mokiti Okada , nasceu em Assakussa, Tóquio, no dia 23 de dezembro de 1881. Quando estava com a idade de 45 anos, isto em 1926, no mês de dezembro, teve sua experiência mística, ocasião em que afirma ter atingido o estado de Kenshinjitsu (conhecimento total da verdade de todas as coisas e dos fenômenos do universo e do homem). No alvorecer do dia 15 de junho de 1931, no alto do Monte Nokoguiri, Meishu-Sama recebeu a Iluminação Divina.A respeito dele dizem: Meishu-Sama fundou a Igreja Messiânica Mundial com este propósito: a realização do Céu na terra, com Verdade, Virtude e Beleza que trarão a saúde, a prosperidade e a paz. (A Igreja Messiânica Mundial, 1971/72, p. 13). Faleceu no dia 10 de fevereiro de 1955. Embora esteja morto, os seus os membros da IMM procuram conversar com Mokiti Okada. Certo membro da IMM assim se pronuncia: Fui ao altar, conversei com Meishu-Sama e lhe manifestei o meu desejo.(Oferta de Gratidão, p. 41) Ora, até onde sabemos, a IMM não admite a ressurreição do seu fundador. Como podemos então, falar com ele depois de morto? Naturalmente isso é um tipo de mediunidade, prática proibida por Deus.Vejamos a rpoibição de Deus: nem quem consulte os mortos.(Dt 18.11) A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? A lei e ao Testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva.(Is 8.19,20).
Após a sua morte, foi sucedido pela sua esposa, Yoshi Okada, chamada pelos adeptos como Nidai-Sama. Em Junho de 1955 os messianicos iniciaram seus trabalhos no Brasil. Em Julho 1965 foi fundada a Igreja Messiânica Mundial do Brasil, com sede na cidade de São Paulo, possuindo locais de reunião em outras cidades do Brasil. Por ocasião do falecimento da segunda presidenta, a filha do casal, Itsuki Okada,assumiu a direção da IMM intitulando-se Yoshu-Sama. Embora Mokiti Okada afirme ter realizado muitos milagres ele se enquadra perfeitamente na advertência de Jesus em Mt 24.5: Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos. Enquanto os cristãos são orientados a orar ao Pai celestial em nome de Jesus (Jo 14.13,14; 1 Co 1.2), os messiânicos são orientados a orar a Deus e a Meishu Sama. Distribuem um impresso para o pedido de oração com os dizeres: Peço a Deus e Meishu-Sama que me enviem Luz para aliviar este sofrimento, possibilitando que esta pessoa sirva na Obra Divina, o mais rápido possível. Naturalmente, tal forma de orar coloca o messiânico na condição de um idólatra ao orar a Deus e a Meishu-Sama. Isso é proibido biblicamente (Sl 65.2; Is 45.20,22; At 4.12)
A IGREJA
A IMM teve várias alterações de nome. Até 1950 a organização chamava-se NIPON KANNON KYDAN (Igreja Kannon do Japão); Atualmente é conhecida como: SEKAI KYUSEI-KYO - (Igreja Messiânica Mundial). Um dos nomes antigos dados a ela era Empresa Construtora de um Novo Mundo. Reconhecendo que esse título poderia confudi-la com uma empresa construtora comum, resolveram adotar o nome atual (Alicerce do Paraíso, p. 40 - volume 4). O grande objetivo da IMM é criar o paraíso na terra. Foram construídos os solos sagrados de Atami e Hakone, com muitos bosques, lagos e jardins projetados pelo próprio fundador. Admitindo sua vocação divina declara: Logo virá o tempo em que a Igreja Messiânica Mundial será proclamada pelo mundo inteiro. É uma igreja que se caracteriza pelo espírito eclético ou ecumênico. Sobre isso declara a IMM: Nossa Igreja é realmente liberal. (Alicerce do Paraíso, p. 66 - volume 4).
FONTE DE AUTORIDADE RELIGIOSA
Os ensinamentos básicos da IMM são revelações que Meishu-Sama recebeu supostamente de Deus. Afirmam que são portadores de luz e dão testemunho de que milhares de pessoas obtiveram milagres extraordinários simplesmente através da leitura dos Ensinamentos de Meishu- Sama. O respeito aos livros, com os ensinamentos do fundador, é tão grande que os messiânicos são aconselhados a colocá-los em locais altos e separados de outros objetos. Nunca devem pô-los numa cadeira ou no chão. Nenhum objeto deve ser posto acima dos ensinamentos. (Recomendações Para os Messiânicos, p. 26,27).
A FORÇA DE ATRAÇÃO
Os milagres são muito enfatizados pela IMM,pois eles declaram: Na nossa igreja surgem incontáveis milagres: são curadas doenças consideradas incuráveis pela me--------di--cina. Tornando-se messiânica, ela compreenderá, também, que uma das grandes características de nossa religião é a ocorrência de muitos milagres.(Alicerce do Paraíso, p. 19, 55, volume 4). A Bíblia adverte que nem sempre os milagres provam a verdade de uma religião, principalmente quando seus ensinos divergem das Escrituras. Encontramos uma advertência sobre esse assunto em Dt 13.1-3: Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conhecestes, e sirvamo-los; Não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o Senhor vosso Deus vos prova, para saber se amais o Senhor com todo o vosso coração e com a vossa alma Jesus também advertiu: Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se possível fora, enganariam até os escolhi-dos.(Mt 24.24). Esses milagres são atribuídos à prática conhecida como JOHREI.
JOHREI
Surge então a seguinte pergunta: O que é o JOHREI? É uma palavra de origem japonesa, formada por duas palavras: JOH que significa purificar; REI que significa espírito ou corpo espiritual. Explicam nesse caso que: O Johrei foi revelado por Deus, concretizado pelo Mestre e permitido aos fiéis da Igreja Messiânica Mundial. O poder do Johrei emana do mundo de Deus, onde não se interpõe a ação da mente humana nem a força do homem." Ilustram o funcionamento dessa prática dizendo assim:... pode-se supor Deus como a estação de rádio, o Mestre um retransmissor, e o fiel o receptor. É pois [...] "o sagrado ato de purificação." (Igreja Messiânica Mundial, dezembro de 1980, p. 63) Para que os benefícios sejam alcançados , explicam: O Johrei é a Luz de Deus canalizada por Meishu-Sama para o 'OHIKARI'. O Ohikari é uma medalha,presa por um cordão colocado no peito do adepto. O Ohikari é recebido pelo adepto no momento em que termina o curso passa a ser aceito como membro da IMM. Apregoam maravilhas como resultado dessa prática: A Igreja Messiânica é uma religião com poderes suficientes para eliminar os sofrimentos da humanidade. Sua atuação é uma 'Obra de Salvação' ultra religiosa. O Johrei é um dos pontos mais importantes da doutrina messiânica, podendo-se dizer que ele é a essência da mesma, o que melhor a caracteriza, não havendo nada que se lhe compare. "(Alicerce do Paraíso, p. 69, volume 4). Como podemos perceber, essa prática é um dos pontos mais importantes da doutrina messiânica. Se a prática do Johrei é o sagrado ato de purificação, seria razoavel perguntar: purificar-se do quê?
MÁCULAS
Trata-se da purificação das máculas ou manchas humanas, o que nós cristãos denominamos pecado. A Bíblia ensina que o pecado entrou no mundo pela desobediência de Adão e Eva:Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram.(Rm 5.12)Os messiânicos, contrariando os ensinamentos da Palavra de Deus, acreditam que as máculas ou manchas humanas são provenientes das seguintes causas:
Herança dos antepassados.
Resultado de encarnações anteriores.
Pensamentos, palavras ou atos de maldade (máculas da atual redenção).
Ingestão de substâncias nocivas (produtos científicos ou medicinais adicionados na alimentação), que turvam o sangue (o sangue é o espírito materializado).
Ensinam então que as máculas mencionadas podem ser apagadas pela prática do Johrei. Esse ensino não é verdadeiro à luz da Bíblia prosseguem, ainda, afirmando que a doação de dinheiro pode acelerar o processo de eliminação das máculas, do seguinte modo:A partir do instante em que doamos dinheiro, espontaneamente gratos a todas as bênçãos recebidas, muitas das nossas máculas serão eliminadas. (Ensinamentos de Nidai Sama, p. 68, volume I). Admitir que dinheiro elimine máculas é inconcebível. É o conhecido pecado de simonia, criticado pelo apóstolo Pedro: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois cuidaste que o Dom de Deus se alcança por dinheiro. (At 8.20).Existe somente um meio de purificação das máculas do pecado. A Bíblia declara com muita clareza: Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que , por tradição, recebestes dos vossos pais, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado.(1 Pe 1.18,19) ... e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado.(1 Jo 1.7) Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça.(Ef 1.7); Quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo? (Hb 9.14) A prática do Johrei não passa de um tipo de arte mágica e, como tal está ligada ao ocultismo, proibida por Deus em Dt 18.10-12, Entre ti se não achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador de encantamentos, nem quem consulte um espírito adivinhante, nem mágico, nem quem consulte os mortos, pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor... Como prova de conversão a Deus, os que praticavam tais artes mági-cas,aprendidas em livros espe-cializados, queimavam tais -li----te-raturas: Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cincoenta mil peças de prata. (At 19.19).
PANTEÍSMO E POLITEÍSMO
Disfarçadamente, a IMM declara sua missão: A Igreja Messiânica Mundial tem a missão de servir como principal veículo para comprovar ao mundo a existência de Deus, através da manifestação do seu poder.(Oferta de Gratidão, p. 17,19). Não obstante, seria oportuna a observação: Qual Deus? A pergunta é oportuna, pois os messiânicos professam um sincretismo religioso ensinando, ao mesmo tempo, conceitos panteístas e politeístas. Como panteístas ensinam: Deus é a Fonte da vida. Tanto o corpo espiritual do homem quanto o material, são partes d'Ele. Deus e o homem estão indis-soluvelmente relacionados como o estão pai e filho.(Ensi-namentos por Nidai Sama, p. 58, volume I). Panteísmo é a identificação da divindade com o homem e a natureza, o que é uma aberração lógica, pois Deus é o Absoluto e tudo mais é relativo, limitado e passageiro. Tal conceito da Divindade é completamente errôneo. Deus é eterno (Sl 90.2).O homem é limitado e passou a existir depois de criado por Deus (Gn 1.26). Deus ironiza o homem, dizendo: Vós tudo perver-teis! Como se o oleiro fosse igual ao barro, e a obra dissesse do seu artífice: Não me fez; e o vaso formado dissesse do seu oleiro: nada sabe. (Is 29.16) Ele é o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda para neles habitar.(Is 40.22)
Por outro lado, professam também o politeísmo ao afirmar: Jeová, Deus, Logos, Tentei, Amaterassu-Ookami, Kunitatitoko-no-Mikoto, Cristo, Shaka, Amida e Kannon constituem o alvo da adoração de diversas religiões. Além desses, que são os principais, poderíamos citar inúmeros outros, como Mikoto, Nyorai, Daishi etc. Sem dúvida alguma, não levando em conta Inari, Tengu, Ryujin etc., que pertencem à crenças inferiores, todas são divindades de alto nível.(Alicerce do Paraíso, p. 108, volume 4).
Como podemos ver os messiânicos são politeístas, admitindo a existência vários deuses e declarando-os divindades de alto nível. Paulo afirma: Mas, quando não conhecíeis a Deus, servíeis aos que por natureza não são deuses.(Gl 4.8). Nivelar o Deus único e verdadeiro com deuses falsos é ato religioso condenado severamente por Deus: Não terás outros deuses diante de mim.(Ex 20.7)
A NATUREZA HUMANA
Segundo a IMM, o homem é dotado de três espíritos: o primeiro é o espírito guardião, um espírito de ancestral que protege o portador; o segundo é o espírito animal, que se agrega após o nascimento. É o espírito Secundário Ele pode ser o espírito da raposa, texugo, cão, gato, cavalo, boi, macaco, doninha, dragão, tengu. Tengu é um ser misterioso. Tem forma humana, com asas, rosto vermelho, nariz comprido, sendo portador de poderes extraordinários. Sempre usa um leque. É orgulhoso e amante de discussão e jogos. O tengu de Mokiti Okada, segundo ele mesmo confessa, é Karassu-tengu, que é variedade de Tengu com cabeça de corvo (Alicerce do Paraíso volume 3, p. 70/71). . O terceiro é o espírito primordial, que é a consciência. São muito estranhos esses espíritos de ancestrais que protegem os seus portadores. Mais estranho ainda é esse espírito animal que pode ser qualquer animal. O próprio Meishu-Sama porta um tengu com cabeça de corvo. Como sabemos, o corvo era considerado um animal imundo, por se tratar de ave de rapina (Lv 11.15). Que dizer de um líder religioso que admite ter em seu corpo um espírito de corvo? Segundo a Bíblia, o homem é ser de natureza tríplice: corpo, alma e espírito (1 Ts 5.23; Hb 4.12). Alma e espírito constituem a parte imaterial do homem, que se separa do corpo na hora da morte (Mt 10.28; Ec 12.7); corpo é a parte material do homem que se decompõe com a morte. Todos os mortos ressuscitarão para a ressurreição da vida ou para a condenação. (Jo 5.28,29; At 24.15)
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Todo cristão familiarizado com os ensinamentos bíblicos não pode concordar com a doutrina e ensinos de Meishu-Sama. Entretanto, a IMM procura ganhar adeptos de outras organizações religiosas. Adotam duas estratégias para a expansão de seu sistema: primeira, propagam o slogan: É proibido proibir. É o que a Bíblia declara ser o caminho largo que conduz à perdição (Mt 7.13,14). Que adianta uma religião dar uma ampla liberdade a seu adepto e por fim ele se perder eternamente? (Mc 8.36,37).
Segundo procuram facilitar a adesão de adeptos proclamando que ninguém precisa abandonar sua religião para se tornar messiânico. Os membros de outras Igrejas não precisarão renunciar às suas religiões para unir-se à nossa igreja... (Igreja Messiânica Mundial, 1971/72, p. 20). Salomão no final de sua vida, admitiu que podia servir a Deus e cultuar os deuses de suas muitas esposas. Fez o que parecia mal aos olhos de Deus: Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor...(1 Rs 11.6). Elias expôs aos israelitas que era impossível duplicidade de adoração: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e se Baal, segui-o (I Rs 18.21).Não nos enganemos: ninguém pode servir a dois senhores . Jesus é o Senhor(1 Co 12.3).
Texto do pr. Natanael Rinaldi